domingo, 23 de agosto de 2009

EXERCÍCIOS FÍSICOS, ESPORTES E A HEMOFILIA

EXERCÍCIOS FÍSICOS:













Praticar exercícios físicos desenvolvem músculos fortes, protegendo as articulações, e ajudando a reduzir sangramentos espontâneos. 



Além disso previne outros males como diabetes, hipertensão, etc.
O aspecto emocional e psicológico do hemofílico que tem uma vida ativa e prática 

exercícios físicos e melhor desenvolvidos, sem contar que essa pratica libera os hormônios do bem, endorfinas, adrenalina que aliviam dores.



Que exercícios fazer?
A Proibições?



Não há proibições na hemofilia, a limites e riscos a serem evitados – cada um deve saber conhecer suas limitações.
Aprender a conhecer os limites que devem ser respeitados e os que devem ser superados é individual, os pais devem aconselhar e conversar amigavelmente.





Aos Hemofílicos: Nada De Querer Provar Algo Acima Da Sua Condição, Não Temos De Provar Nada A Ninguém. Somos “Os Caras”. Pra Que Prejudicar A Si Mesmo.


Obvio, como dito, a esportes e atividades não recomendados. O importante é cada um ver o que é melhor pra si e fazer o que gosta.


Futebol:


Num país como Brasil, que é símbolo do futebol, fica quase impossível uma criança não querer jogar futebol.





 É um esporte de contato, agressivo e as lesões são comuns, eu não recomendo e mesmo nunca joguei. Alguns médicos não aconselham, mas, é direito de cada um fazer suas escolhas.

Ciclismo:




Se for aprender a andar de bicicleta, quanto mais cedo melhor, e começando com as rodinhas que serão retiradas depois. Usando sempre capacete, joelheira e cotoveleira.
Eu mesmo não aprendi a andar de bicicleta e não me fez falta, mas conheço muitos que andam e não tiveram problemas.




Musculação:



Antes era impensado hemofílico fazer musculação. Hoje, permitido e recomendado.
A musculação fortalece os músculos e assim previne hemorragias e corrige seqüelas como atrofias musculares e mesmo ajuda nas artroses, músculos fortes ajudam as articulações.






Natação:



O mais recomendado por médicos e fisioterapeutas, fortalece os músculos, aumenta tônus muscular e sem grandes impactos ou atritos.




O importante é sempre o bom senso


* Importante lembrar que com a profilaxia tudo fica mais fácil. E que mesmo quem se trata por demanda, em ocasiões específicas, quando for praticar alguma atividade, preventivamente pode aplicar o fator profilaticamente por segurança. Na dúvida, consulte sempre o médico. 



DICAS 

Lembrete fundamental é, respeitar seus limites, pois, cada um é cada um. Procure conhecer seu corpo. Sempre procure um médico antes de começar uma rotina de atividades físicas. Veja qual atividade mais é compatível com você e mais lhe dá prazer. Alongue se sempre antes de começar a praticar qualquer atividade física. Fique atento aos sinais do seu corpo. Na dúvida "fatore", use fator. Se tiver profilaxia melhor ainda. Reiterando que, mesmo com a profilaxia em excessos podem surgir hemorragias. Nada de extrapolar, isso não faz bem pra ninguém, hemofílico ou não. 

MECHA-SE COM SEU FILHO


Foto meramente ilustrativa


Foto meramente ilustrativa
Atividade física é importantíssimo como visto, e quanto mais cedo começar melhor. Criança é sempre ativa, e criança tem mesmo de brincar. Explique desde cedo que ele tem hemofilia, oque é e como lidar com ela. Evite a super proteção. Cuidado sim, mas sem exagero. Nesta idade eles tem muita energia. Os pais podem participar das brincadeiras e participar de atividades físicas com seus filhos.






Desde cedo, aos 4, 5 anos, meu pai caminhava comigo em suas folgas, outras vezes fazíamos trilhar ecológicas, acampávamos em família. Isso ajudava a dar vasão a minha energia e fortalecia minha musculatura, assim meu corpo se prevenia de hemorragias e se recuperava mais rápido delas. 
Maximiliano Anarelli



Foto meramente ilustrativa,
A criança e mesmo quando já se é adolescente, pode se machucar, não se desespere. Ter fator em casa, com o próprio hemofílico ou um parente que aplica ajuda muito. Esteja preparado, saiba o que fazer para não ser pego de surpresa.



Particularmente não participava das aulas de educação física e amava isso.

Mas nada impede que um hemofílico faça educação física, ressalvado que, atividades de contato, mais agressivas não são recomendadas pelos riscos de traumas, fora isso, pode realiza-las.
O hemofílico pode fazer, desde que as atividades não lhe imponham riscos e sejam compatíveis com a hemofilia.




O hemofílico, os médicos (hemocentro), pais e escolas devem reunir-se para chegar ao melhor termo.





      Leia a Seguir o Artigo Hemofilia e Exercícios
                  de Ramón F. Alonso Lopez 
                                                        28/04/2007

[   Pesquisador Associado do Programa de Pós-graduação de Ciências da Saúde da Universidade de Brasília (UnB). É assessor do Projeto de Atendimento ao Hemofílico no Hospital de Apoio de Brasília e orientador de pesquisas do Hospital Sarah Kubitschek de Brasília. ]

Que o exercício físico traz saúde não é uma novidade nem para a ciência, nem para a sociedade. Quando se trata da população doente, a atividade física ganha uma dupla conotação: além de reafirmar o conceito anterior, envolve outro aspecto muitas vezes deixado de lado. Falo do aspecto econômico que envolve o tratamento de uma enfermidade.
Na atualidade, as atividades físicas – realizadas em concordância com os diversos tipos de doenças – são muito utilizadas dentro dos tratamentos médicos. Essas atividades, chamadas terapêuticas, quando bem dosadas e em correspondência com as necessidades do pacientes, ajudam na redução do uso de remédios. E em última instancia, na redução dos custos do tratamento.
Pesquisas com exercícios físicos direcionados a complementar tratamentos medicamentosos indicam, de uma forma direta ou indireta, que, à medida que o paciente desenvolve suas capacidades físicas, precisa de um menor dosagem do medicamento. Existem duas hipóteses para isso. A primeira leva em conta o fato de que o organismo volta a adquirir suas funções normais depois de uma doença mais rapidamente com a presença de exercícios físicos. Com isso, a necessidade de medicamentos se torna menor. Já a segunda defende que o medicamento aumenta seu potencial terapêutico quando combinado com o exercício físico.
Seja uma ou outra a hipótese aceita, a realidade é que, na maioria dos estudos realizados em doentes, onde seja possível unir o exercício físico com o medicamento, acontece uma redução, chegando até mesmo à eliminação total do consumo de medicamentos. Isso acontece principalmente com as enfermidades crônicas não transmissíveis (asma, diabetes, artroses, hipertensão).
Pesquisa publicada em 2001 no site www.efdeportes.com mostrou a diminuição da necessidade de insulina em 17,7% dos diabéticos pesquisados. Resultados com essas mesmas tendências (diminuição do consumo de medicamentos ante a presença do exercício físico como complemento do tratamento medicamentoso)
foram encontrados em outras enfermidades, em especial a hipertensão arterial, a asma e transtornos digestivos.
Só para que se tenha uma idéia do potencial terapêutico do exercício físico, basta destacar que são mais de 70 as doenças que admitem como complemento ao tratamento medicamentoso o exercício físico.
Outra pesquisa realizada em 149 pessoas – realizada em Cuba nos anos 1990 também publicada na internet – com diferentes doenças constatou diminuição do consumo de comprimidos em 50,61%, logo após um ano de exercícios físicos sistemáticos. Nessa pesquisa, se tomou como unidade de medida o comprimido. Essa redução do consumo representou para esse grupo de pessoas uma redução de gastos de um 48,21%.

Em outro estudo realizado com 390 pessoas da terceira idade com condições de saúde mais comprometidas, os resultados mostraram que a redução do consumo de comprimidos foi de 44,76%. Em valores monetários isso representou uma poupança de 79,66%.

Outro elemento importante que foi comprovado em outro trabalho desenvolvido foi a importância que tem a
administração das aulas de exercício físico pelo próprio professor de Educação Física.

Neste estudo, foram pesquisadas 300 pessoas, divididas em dois grupos de 150. No primeiro, as aulas foram ministradas por monitores e no segundo, pessoalmente pelo professor. Os resultados apontaram importantes diferenças nos dois grupos, apesar de ambos terem alcançado redução de comprimidos. O grupo coordenado por um professor reduziu em 88,84% o uso de medicamentos, enquanto o que não contava com o profissional atingiu apenas 11,23%. A economia representada em dinheiro chegou a 89,12% por dia onde havia trabalho o professor contra 46,39% onde não havia.
De modo que fica claro que o que investimos em exercício físico bem orientado ganhamos em saúde e o poupamos em dinheiro.

Por Ramón F. Alonso López

(*) Ramón F. Alonso López é Pesquisador Associado do Programa de Pós-graduação de Ciências da Saúde da Universidade de Brasília (UnB). É assessor do Projeto de Atendimento ao Hemofílico no Hospital de Apoio de Brasília e orientador de pesquisas do Hospital Sarah Kubitschek de Brasília. É orientador-assessor do Centro Internacional de Restauração Neurológica de Cuba.

http://www.ahrj.org.br/publicacoes/materia.asp?id=32




8 de agosto de 2011 Maximiliano Anarelli de Souza






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