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sábado, 5 de setembro de 2009

A CURA PELAS CÉLULAS:

Com o tratamento, realizado por pesquisadores dos EUA, camundongos pararam de sangrar depois de serem feridos. Experimento usou técnica que manipula proteínas de tecido adulto para produzir célula com potencial similar ao das tiradas de embriões. O uso de células-tronco adultas pode ser a chave para um novo tratamento da hemofilia tipo A, segundo pesquisadores dos Estados Unidos. Essa doença hereditária provoca distúrbios na coagulação do sangue e atinge entre um e dois indivíduos em cada 10 mil pessoas.
Num estudo publicado na revista científica "PNAS" (www.pnas.org), cientistas mostram que conseguiram criar células-tronco reprogramadas que permitiam aos camundongos hemofílicos produzir as proteínas que lhes faltavam. Isso possibilitou que os animais parassem de sangrar após serem feridos.   Os pesquisadores, liderados por Yupo Ma, do Instituto do Câncer de Nevada (EUA), usaram células da pele humana (fibroblastos) e as reprogramaram para se tornarem capazes de produzir a proteína Fator VIII, crucial para a coagulação. Em seguida, injetaram as células alteradas no fígado dos animais hemofílicos. Sete dias depois, os camundongos tratados já produziam a proteína em quantidade suficiente para parar uma hemorragia quando suas caudas eram feridas. Já os camundongos que não receberam o tratamento, mas foram feridos, morreram após algumas horas. Os roedores que passaram pela terapia produziram apenas cerca de 16% da quantidade de Fator VIII, se comparados com camundongos saudáveis. Porém, isso parece ter sido suficiente para prevenir a hemorragia e inverter o principal sintoma de hemofilia A. Os autores da pesquisa ressaltam que não observaram a formação de tumores nem de outros problemas patológicos induzidos, até o momento. Porém, afirmam que é necessário acompanhar a vida desses roedores para verificar se a terapia terá efeitos adversos.  O trabalho fez uso da técnica do cientista japonês Shinya Yamanaka, da Universidade de Kyoto, que criou as chamadas células-tronco pluripotentes induzidas (iPS, em inglês) a partir de células adultas. O feito tinha sido obtido pela primeira vez em meados de 2006, com células de camundongo. Em 2008, dois grupos independentes de cientistas divulgaram ter conseguido fazer com que células humanas adultas da pele passassem a agir como se fossem as versáteis células-tronco embrionárias.

            Esse tipo de terapia experimental tem ganhado espaço não só por sua eficácia, mas também por evitar o controverso -e burocrático- uso de embriões para pesquisa. Muitos grupos religiosos qualificam como aborto a prática de destruir embriões excedentes de clínicas de fertilização para extrair células-tronco.  Se as iPS um dia poderem ser usadas em humanos, terão ainda uma terceira vantagem. Como elas podem ser derivadas de células adultas do próprio paciente, isso minimiza os efeitos colaterais relacionados à rejeição imunológica. Segundo o estudo, esse tipo de terapia de pode também ser útil em outros tipos de doenças genéticas.

            Tentativas anteriores de terapia genética para tratar a hemofilia falharam por uma série de razões, incluindo a rejeição pelo sistema imunológico.
            (Folha de SP, 13/1)

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Profa. Eneida Lipinski-Figueiredo
Instituto de Ciências Biológicas e da Saúde
Universidade Federal  de  Alagoas
E-mail: eneid...@uol.com.br

"Esperança aos hemofílicos Estudo do Hemocentro investiga a atuação das células-tronco para regenerar ligações sanguíneas."



DANIELLE CASTRO - Gazeta de Ribeirão:
Ribeirãodanielle.castro@gazetaderibeirao.com.br

Curar a hemofilia, combater tumores, regenerar ligações sanguíneas em partes do corpo que sofreram grandes lesões.
Essas são algumas das perspectivas de um estudo do Hemocentro de Ribeirão Preto que vai investigar a fundo a atuação das chamadas células-tronco mesenquimais.
A pesquisa começou em 2008 e, no último dia 16, recebeu a última parcela de um convênio com o Ministério de Ciência e Tecnologia (MCT) que vai consolidar o laboratório para teste em animais.
Ao todo, foram disponibilizados R$ 343 mil para compra de equipamentos que permitirão acompanhar o funcionamento dessas células em três sub-projetos nos próximos dois anos. Tiradas da medula óssea, as mesenquimais são unidades sem função específica (espécie de coringas do corpo) como as encontradas em cordões umbilicais, mas têm a vantagem de permanecerem indiferenciadas mesmo na fase adulta. Atualmente, elas são usadas em tratamentos contra rejeição de transplantes (nos casos em que as células do órgão recebido passam a atacar o receptor) e contra doenças cardíacas. O que os pesquisadores coordenados pelo professor Dimas Tadeu Covas vão avaliar, entretanto, é se essas células podem atuar como um tipo de "regente" para as células-tronco das demais partes do corpo. Segundo Aparecida Maria Fontes, pesquisadora do grupo, as mesenquimais secretam substâncias que podem auxiliar o próprio tecido a se regenerar. "As mesenquimais são usadas para tratar várias doenças, mas desconhecemos os mecanismo de ação. É preciso saber como elas participam e entender essa participação na regeneração de tecidos lesados.

Com esse estudo, as terapias poderão ser mais seguras", disse Aparecida.O trabalho com tumores e a reativação sanguínea já estão mais adiantados e devem ser os primeiros a passar por testes. A etapa sobre hemofilia (doença que impede o estancamento do sangue) deve investigar as do tipo A e B e transplantar para os camundongos os fatores genéticos que faltam no portador. "Veremos se o camundongo hemofílico passará a produzir o fator e quanto tempo essa proteína permaneceria", afirmou Aparecida. 

A médica Sylvia Thomas, vice-presidente da Federação Brasileira de Hemofilia (FBH), considerou a notícia animadora, mas disse que os portadores não devem deixar o tratamento preventivo atual (feito com injenções semanais e disponível na rede pública de saúde) tendo em vista que a perspectiva desse tipo de estudo é de longo prazo.Diabetes tipo 2 tem estudoO Hemocentro também investiga o uso de células mesenquimais no combate ao diabetes. Implantado há cerca de um ano, o projeto terá a segunda fase de testes em animais iniciada no próximo semestre (a proposta é avaliar os efeitos da terapia em camundongos obesos e que tenha desenvolvido o tipo 2 da doença).  De acordo com o professor Júlio Cesar Voltarelli, coordenador do estudo, as análises com diabetes tipo 1 já estão adiantadas, mas não há conclusões ainda. "Tentamos descobrir como as mesenquimais atuam contra o diabetes.  Nessa mesma linha, vamos começar outra análise animal para a do tipo 2, que aparece junto com a obesidade", disse Voltarelli.A pesquisa é financiada pela Fundação de Auxílio à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e pelo Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia, ao qual o Hemocentro é ligado. (DC)

PESQUISA APRESENTA BONS RESULTADOS  EM EXPERIÊNCIA COM CAMUNDONGOS

Com o tratamento, realizado por pesquisadores dos EUA, camundongos pararam de sangrar depois de serem feridos. Experimento usou técnica que manipula proteínas de tecido adulto para produzir célula com potencial similar ao das tiradas de embriões. O uso de células-tronco adultas pode ser a chave para um novo tratamento da hemofilia tipo A, segundo pesquisadores dos Estados Unidos. Essa doença hereditária provoca distúrbios na coagulação do sangue e atinge entre um e dois indivíduos em cada 10 mil pessoas. Num estudo publicado na revista científica "PNAS" (www.pnas.org), cientistas mostram que conseguiram criar células-tronco reprogramadas que permitiam aos camundongos hemofílicos produzir as proteínas que lhes faltavam. Isso possibilitou que os animais parassem de sangrar após serem feridos.  Os pesquisadores, liderados por Yupo Ma, do Instituto do Câncer de Nevada (EUA), usaram células da pele humana (fibroblastos) e as reprogramaram para se tornarem capazes de produzir a proteína Fator VIII, crucial para a coagulação. Em seguida, injetaram as células alteradas no fígado dos animais hemofílicos. Sete dias depois, os camundongos tratados já produziam a proteína em quantidade suficiente para parar uma hemorragia quando suas caudas eram feridas. Já os camundongos que não receberam o tratamento, mas foram feridos, morreram após algumas horas. Os roedores que passaram pela terapia produziram apenas cerca de 16% da quantidade de Fator VIII, se comparados com camundongos saudáveis. Porém, isso parece ter sido suficiente para prevenir a hemorragia e inverter o principal sintoma de hemofilia A.  Os autores da pesquisa ressaltam que não observaram a formação de tumores nem de outros problemas patológicos induzidos, até o momento. Porém, afirmam que é necessário acompanhar a vida desses roedores para verificar se a terapia terá efeitos adversos.  O trabalho fez uso da técnica do cientista japonês Shinya Yamanaka, da Universidade de Kyoto, que criou as chamadas células-tronco pluripotentes induzidas (iPS, em inglês) a partir de células adultas.  O feito tinha sido obtido pela primeira vez em meados de 2006, com células de camundongo. Em 2008, dois grupos independentes de cientistas divulgaram ter conseguido fazer com que células humanas adultas da pele passassem a agir como se fossem as versáteis células-tronco embrionárias. Esse tipo de terapia experimental tem ganhado espaço não só por sua eficácia, mas também por evitar o controverso -e burocrático- uso de embriões para pesquisa. Muitos grupos religiosos qualificam como aborto a prática de destruir embriões excedentes de clínicas de fertilização para extrair células-tronco. Se as iPS um dia poderem ser usadas em humanos, terão ainda uma terceira vantagem. Como elas podem ser derivadas de células adultas do próprio paciente, isso minimiza os efeitos colaterais relacionados à rejeição imunológica. Segundo o estudo, esse tipo de terapia de pode também ser útil em outros tipos de doenças genéticas.

            Tentativas anteriores de terapia genética para tratar a hemofilia falharam por uma série de razões, incluindo a rejeição pelo sistema imunológico.

            (Folha de SP, 13/1)

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Profa. Eneida Lipinski-Figueiredo
Instituto de Ciências Biológicas e da Saúde
Universidade Federal  de  Alagoas
E-mail: eneid...@uol.com.br





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1 comentários:

andre quesada disse...

meu filho tem 16 anos e é hemofilico.Fico muito feliz em saber que aos poucos as pesquisas progridem buscando a cura., o que eu gostaria de saber é se um maior investimento financeiro abreviaria de alguma forma essas pesquisas, seri então o caso das associaçoes se unirem e junto com os envolvidos buscarem recursos
Meu nome é andre quesada