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terça-feira, 26 de abril de 2011

Reportagem - Acidente Com Hemofílicos Portugueses Que Iam Para Encontro Sofrem Acidente

Acidente com Hemfílílicos de Portugal que iam para encontro naquele país acaba em tragédia, em um acidente com ônibus que os transportava...


Correu da pior forma o encontro da Associação Portuguesa de Hemofilia que iri acontecer este fim-de-semana, com pessoas de todo o país, Portugal,  na zona do Luso. 
Um ônibos proveniente de Lisboa e transportando 33 pessoas, que se deslocavam para aquele evento, despistou-se à saída da A-1, numa curva apertada antes da portagem de Taveiro, e capotou num grande acidente que provocou a morte de um dos passageiros e ferimentos nos restantes ocupantes, 13 deles em estado grave e dois (um deles uma criança) em estado muito grave.


De acordo com António Martins, comandante da Protecção Civil distrital, o autocarro terá saído da auto-estrada, em Coimbra, para ir buscar outros participantes no encontro, que esperavam o grupo junto ao Portugal dos Pequenitos. Não são conhecidas as causas do acidente. Aliás, ontem à tarde ainda estavam no local elementos do Núcleo de Investigação Criminal da GNR a apurar o que terá provocado o sinistro, permanecendo cortada a saída de Taveiro da A-1, ao final de várias horas. De qualquer modo, no local era visível uma travagem de vários metros no início da curva de acesso à saída da A-1 e ainda danos vários no rail lateral esquerdo, provocados pelo embate do pesado - alugado pela Associação de Hemofílicos de Portugal - que ficou completamente virado ao contrário e imobilizado precisamente em cima de um rail lateral, deixando três vítimas encarceradas. Realidade mais favorável

Aliás, a médica do INEM e coordenadora das operações, confessou aos jornalistas que, tendo em conta o aparato do acidente, o número de feridos e o facto de se tratar de doentes hemofílicos - com dificuldade em controlar sangramentos e «com nível hemorrágico muito elevado» - para além de dificultar o trabalho das várias equipas médicas fez temer um desfecho muito pior do acidente.
«Temíamos uma visão muito pior do que o que aconteceu na realidade», afiançou a técnica, confirmando a existência de passageiros com traumatismos cranianos, abdominais, dos membros, entre outros, muitos deles «desorientados e assustados» e apontando como principal dificuldade o facto de as equipas médicas não terem conseguido aceder à listagem dos factores de coagulação que cada ferido necessitava para estancar os ferimentos. «Era uma informação importante para os hospitais, quando os recebessem, mas tudo acabou por correr bem», explicou Sofia Madeira. E, de facto, a verdade é que o alerta do acidente foi dado às 11h40 e que poucos minutos depois das 13h00 já todos os feridos tinham sido identificados, sujeitos às primeiras observações no Posto Médico Avançado (PMA) montado no local e encaminhados para os dois hospitais de referência (Covões e HUC) e para o Hospital Pediátrico.

Criança em estado muito grave
Isto perante os olhares atentos e curiosos de centenas de pessoas que, alertadas para o acidente, galgaram separadores e enfrentaram os morros de terra e pedras que dão acesso ao separador da auto-estrada para ter uma visão mais privilegiada das operações e o movimento das ambulâncias que transportavam os feridos. No local estiveram dois helicópteros do INEM, um da Base de Baltar, no Porto, e outro da de Aguiar da Beira, na zona Centro, mas estes acabaram por não ser necessários. Entre os feridos estavam seis crianças/jovens, um deles, um rapaz com 12 anos (que viajava sem a presença dos pais) considerado um dos feridos mais graves do acidente e que, ao final da tarde de ontem, inspirava cuidados especiais, embora não corresse risco de vida. Das outras crianças, entre os quatro e os 15 anos, apenas duas (um rapaz e uma rapariga) inspiravam mais cuidados, esclareceu Sofia Madeira.

Já no que respeita aos adultos, com idades compreendidas entre os 25 e os 67 anos, foram transportados, alternadamente, para o CHC e para os HUC por uma questão de estratégia, «para haver algum espaçamento nas respectivas urgências», esclareceu aos jornalistas António Martins, que confirmou que o motorista do autocarro, da empresa Polibus – Aluguer de ônibos, Lda, sedeada em Lisboa, foi o único que saiu ileso do acidente. Contactados pela Lusa, responsáveis da empresa não quiseram prestar declarações para já.
Para além do INEM, que esteve no local com 37 elementos (entre os quais psicólogos que apoiaram as vítimas, nomeadamente as crianças), participaram nas operações de socorro às vítimas 93 bombeiros das corporações de Coimbra (Sapadores, Voluntários de Coimbra e Voluntários de Brasfemes), de Condeixa-a-Nova, de Soure e de Penela, apoiados por 55 viaturas, para além de agentes do Destacamento de Trânsito da GNR, num total de 158 operacionais.
‘Fonte do Gabinete da ministra da Saúde garantiu ontem à agência Lusa que o suplemento sanguíneo necessário para os 32 feridos resultantes do despiste do ônibos, na saída da A-1, era suficiente nos três hospitais que receberam as vítimas.
«Temos a garantia dos hospitais que os “estoques” de suplemento de sangue estão totalmente assegurados», confirmou a mesma fonte, adiantando que «a ministra esteve em comunicação com os hospitais» que receberam os 13 feridos graves e os 19 feridos ligeiros originados pelo acidente.
«Não há problema nenhum [com os ‘stocks’ de suplemento sanguíneo aplicado aos hemofílicos]», garantiu também à Lusa um médico cirurgião dos Hospitais da Universidade de Coimbra (HUC).
O responsável precisou que, entre os feridos recebidos na sua unidade, dois doentes foram operados, com as cirurgias a correrem bem, e que os restantes estavam em recuperação sob vigilância ou já tiveram alta.

Ao Diário de Coimbra, fonte do CHC confirmava também não existir qualquer problema com os estoques de sangue para os feridos que deram entrada no Hospital dos Covões e no Hospital Pediátrico, num total de 21.



De acordo com um comunicado enviado ao final da tarde de ontem, dos 15 feridos transportados para o Hospital Geral, cinco são hemofílicos e três portadores da doença, enquanto no Hospital Pediátrico, três crianças são hemofílicas e duas são portadoras. A mesma fonte esclarece que quatro feridos tiveram alta ainda durante a tarde e um foi transferido para o Serviço de Maxilo-facial dos HUC. «Todos os acidentados hemofílicos vão ficar internados para observação», remata o comunicado.

Contactado pelo Diário de Coimbra, João Paulo Silva, presidente da Associação Portuguesa de Hemofilia e de Outras Coagulopatias Congénitas, confirmou que foi a entidade que preside quem alugou o ônibos, esclareceu que foram canceladas todas as actividades previstas para o encontro e aproveitou para «lamentar o sucedido», enviando condolências à família da vítima mortal do acidente.

Por Maximiliano Anarelli de Souza
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Actualizado em ( 2011-04-21 21:56:05 )
Fonte Diario de Coimbra, ao qual agradecemos pela parceria em ceder a reportagem.



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