Diário de Um Hemofílico de Bem Com A Vida e Notícias e Tudo Sobre Hemofilia

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

PESQUISAS E AVANÇOS NA BUSCA DA CURA DA HEMOFILIA

Duas Pesquisas Que Podem Beneficiar Pessoas Com Hemofilia.
  • PESQUISA DA UNB BRASIL PODE PRODUZIR FATORES DE COAGULÃO SEM USO DE PLASMA.                                                                                                                                         
  • PESQUISA DA EMBRAPA PODE BENEFICIAR HEMOFÍLICOS:

1 - PESQUISA DA UNB BRASIL PODE PRODUZIR FATORES DE COAGULÃO SEM USO DE PLASMA:

A UNB, em rede com três instituições, pesquisa como obter o fator 8, uma proteína derivada do plasma sem uso de sangue. Mas o projeto depende de recursos. O trabalho faz parte da Rede Fator 8. 

O Ministério da Saúde gastava até 2002 mais de US$ 100 milhões com a compra de hemoderivados – proteínas derivadas do sangue que são essenciais para o tratamento de doenças como hemofilia e para a produção de vacinas. 

 Essas substâncias – os fatores de coagulação 8 e 9 e outros são conseguidas a partir do fracionamento do plasma, o que não é feito no país, todos os hemoderivados precisam ser importados. 

Enquanto isso, uma pesquisa de ponta da Universidade de Brasília (UnB) está à espera de apenas R$ 216 mil para dar continuidade aos estudos que podem garantir a produção nacional do fator 8 e 9, os hemoderivados mais caros. 

A pesquisa é desenvolvida pelo Laboratório de Biologia Molecular do Instituto de Ciências Biológicas da UnB e pode reduzir drasticamente os gastos do governo brasileiro com os hemoderivados. 

O projeto foi iniciado em 2001 sob coordenação dos professores Marcelo Brígido e Andréa Maranhão e recebeu, por três anos, R$ 780 mil da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), órgão do Ministério da Ciência e Tecnologia. Com os recursos, os cientistas conseguiram obter o fator 8 (uma proteína necessária para a coagulação do sangue) idêntico ao produzido pelo organismo de pessoas não hemofílicas. Agora, é preciso fazer testes para chegar à excelência que garanta a fabricação em escala industrial, permitindo autonomia ao país no setor. 

Mas, para isso, os pesquisadores ainda precisam de recursos.Como o financiamento inicial terminou em maio, os professores já haviam pedido à Finep desde abril de 2004 um valor complementar de R$ 216 mil para dar prosseguimento aos estudos. “Mas até hoje nossa equipe não obteve resposta”, afirma a professora Andréa. Desse valor, R$ 133 mil seriam aplicados na aquisição de reagentes e material plástico; R$ 45 mil na compra de uma câmera de fluorescência para microscópio, e R$ 38 mil seria para pagamento de bolsistas de graduação e pós. 

O trabalho desenvolvido pelo Laboratório de Biologia Molecular da UnB é parte da Rede Fator 8, uma rede de pesquisa em hemoderivados criada pela Finep e formada ainda pelos laboratórios das universidades de São Paulo (USP), do Rio Grande do Sul (UFRGS) e pelo Hemocentro de Ribeirão Preto (SP). 

Cada uma dessas instituições vem atuando em diferentes frentes de trabalho que se complementam. 

No Hemocentro de Ribeirão Preto, por exemplo, eles tentam produzir o fator 8 para terapia gênica.

Em Brasília, equipe de nove professores, três estagiários de pós-graduação e três alunos de graduação conseguiu, ao longo dos últimos três anos, produzir o fator 8 a partir de um gene retirado do fígado humano e inserido na célula de um hamster.

 Dentro desta célula, denominada CHO, desenvolve-se a proteína fator 8. O gene é retirado do fígado porque é neste órgão que o corpo humano produz os fatores 8 e 9. 

Ao absorver esse gene, a célula do hamster passar a produzir as proteínas normalmente.A mais freqüente hemofilia, a tipo A, consiste justamente na diminuição ou na ausência de produção do fator 8 pelo organismo. Já os hemofílicos tipo B não têm o fator 9 da coagulação. “O gene que dá origem ao fator 8 é um dos maiores do organismo humano. 

Enquanto um gene tem normalmente mil pares de base (unidade de medida de DNA), ele tem 9 mil. Por isso foram necessários três anos para cloná-lo”, esclarece a professora Andréa Maranhão, vice-coordenadora do projeto.PRODUÇÃO –

 A etapa posterior ao trabalho desenvolvido no laboratório da UnB é o cultivo em larga escala das células CHO, o que pode produzir proteína fator 8 suficente para o suprimento das necessidades dos cerca de oito mil hemofílicos que existem atualmente no Brasil. 

Esse processo, no entanto, só pode ser desenvolvido nos institutos Butantã, em São Paulo, e Biomanguinhos, no Rio de Janeiro. “O conhecimento, que é o principal, nós desenvolvemos. Cabe a eles a produção”, diz a professora Andréa Maranhão. No entanto, a ligação entre o trabalho de pesquisa desenvolvido na UnB e o que é feito nesses institutos ainda é puramente informal, não institucional. “Se o Brasil quiser realmente levar a sério a questão dos hemoderivados, tem que colocá-la como prerrogativa de governo, reunir representantes dos Institutos Butantã e Biomanguinhos e das instituições da Rede Fator 8 e definir uma estratégia de ação. Em cinco ou seis anos, a proteína produzida no país já estaria em fase de teste”, afirma a professora.

TRATAMENTO CONVENCIONAL – A obtenção do fator 8 a partir do gene tirado do fígado humano, por engenharia genética, é uma alternativa a outra forma de tratamento da hemofilia que, segundo Andréa Maranhão, tende a ser evitada em todo o mundo. No processo de fracionamento de plasma, usam-se bolsas de sangue e nelas são separadas as proteínas necessárias aos hemofílicos. De cada litro de plasma aproveita-se aproximadamente 25 g de albumina; 3,5 g de imunoglobulina, 150 unidades de fator 8 e 150 unidades de fator 9. 

No entanto, esse processo apresenta dois inconvenientes: o primeiro é o desvio de bolsas de sangue para transfusão (são necessárias nada menos que 12 bolsas de sangue por semana para cada hemofílico); o segundo são as infecções virais emergentes, como Aids e hepatite C, que constituem riscos concretos de contaminação. Um perigo descartado no caso da proteína fabricada. “Nesse caso não há risco de contaminação porque o processo não envolve o sangue e o gene retirado do fígado é seqüenciado para que seja certificada que proteína ele vai produzir. 

A fabricação de proteína recombinante é um processo de engenharia genética que produz alteração na célula, mas a proteína em si é igual à produzida pelo organismo humano saudável”, explica a bióloga Andréa Maranhão 


Professor Marcelo Brígido pelo telefone (61) 3307 2423 ramal 31 ou pelo e-mail brigido@unb.br. Professora Andréa Maranhão pelo telefone (61) 3307 2423 ramal 31 ou pelo e-mail andreaqm@unb.br.Pesquisa da Embrapa Vai Beneficiar Hemofílicos

Escrito por Fernanda Diniz Tuesday, 11 October 2005Plantas e animais modificados geneticamente vão unir agronegócio e setor farmacêutico.Uma parceria entre a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária - Embrapa, Universidade de Brasília – UnB, Escola Paulista de Medicina, da Universidade Federal de São Paulo – Unifesp/EPM e Hospital de Apoio de Brasília pode representar uma esperança de melhor qualidade de vida para os portadores de hemofilia.


2 - PESQUISA DA EMBRAPA PODE BENEFICIAR HEMOFÍLICOS:



A pesquisa visa desenvolver plantas e animais transgênicos capazes de produzir o Fator IX, uma proteína responsável pela coagulação do sangue. 

Os hemofílicos não produzem essa proteína e, por isso, quando se machucam, têm velocidade de coagulação muito mais lenta e são muito mais suscetíveis a hemorragias. 

A pesquisa está sendo desenvolvida nos laboratórios da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, uma das 40 unidades da Embrapa, localizada em Brasília, DF, sob a coordenação do pesquisador Elíbio Rech, e tem como objetivo utilizar plantas de soja e animais como biofábricas para produção do Fator IX em larga escala e custo mais reduzido.

Atualmente, os hemofílicos controlam a ausência do Fator IX com medicamentos, mas se a pesquisa da Embrapa der certo, daqui a aproximadamente 10 anos, eles poderão contar com produtos muito mais baratos, já que serão produzidos diretamente no leite dos animais ou em plantas de soja.

A pesquisa com animais é a que está em fase mais avançada, como explica Rech. Segundo ele, até o momento está sendo realizada com camundongos, que são animais que servem como modelo para experimentos científicos, mas o objetivo é desenvolver vacas transgênicas que produzam o fator IX diretamente no leite.“É importante lembrar que esse produto não será disponibilizado à sociedade como alimento e sim como medicamento, já que tem que ser tomado nas doses e quantidades corretas”, ressalta o pesquisador. 

Mesmo assim, será muito mais acessível e barato, pois o objetivo é produzi-lo em sistemas que utilizam plantas e animais.Existem evidências de que a utilização de plantas e animais transgênicos como biofábricas poderá reduzir os custos de produção de proteínas recombinantes em até 50 vezes. 

As plantas de soja contendo o fator IX já foram transformadas geneticamente, mas ainda não foram testadas.

O leite dos camundongos transgênicos contendo fator IX já está sendo avaliado pela equipe da Dra. Jussara Almeida, coordenadora do Centro de Tratamento de Coagulopatia do Hospital de Apoio de Brasília, com o mesmo equipamento utilizado para testar os medicamentos existentes no mercado, e os resultados têm sido positivos.

O próximo passo, como explica Rech, é testar o leite no sangue de pacientes portadores de hemofilia para avaliar o efeito de coagulação e compara-lo aos produtos comercializados hoje. 

Novas esperanças 

O pesquisador acredita que as primeiras bezerras transgênicas contendo fator IX no leite deverão nascer até o final de 2006.

Segundo ele, o domínio dessa tecnologia representa uma esperança não apenas para os hemofílicos, mas para a sociedade de forma geral. 

O mercado agrícola e o setor farmacêutico. Quem mais ganha com isso é, sem dúvida, a população brasileira, que vai poder contar com produtos mais econômicos e saudáveis”, finaliza Rech.Fernanda Diniz, JornalistaEmbrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia.


Fones: (61) 3448-4769 e 3340-3672 E-mail: 'fernanda@cenargen.embrapa.br
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ABAIXO ASSINADO

Quarta- Feira, 15 de novembro

15/11/17

NOTA

*Um abaixo assinado foi criado por Maiana Batazza solicitando ao Ministro da Saúde explicações reportagens relacionados à Hemobras e que levaram a receios de problemas com as compras de recombinantes. Embora ação individual, sem vinculo com a FBH, legitima pois o controle social um direito de todos. Nossa opinião. Entenda o Caso...


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