Diário de Um Hemofílico de Bem Com A Vida e Notícias e Tudo Sobre Hemofilia

domingo, 25 de maio de 2014

HEMOFILIA, ESCOLA E EDUCAÇÃO

A pessoa com hemofilia como qualquer outra, pode ir para escola, não há diferença. Apesar de minha mãe ter tido temores iniciais, tudo foi tranquilo, a vida escolar foi um dos períodos mais fantásticos da minha vida. Deve se informar que a criança tem uma coagulopatia e o que isso significa. Existem materiais e apostilas que podem ajudar. 

(Maximiliano Anarelli)

Hoje tenho 36 anos, graduado em gestão de recursos humanos, técnico em meio ambiente e segurança do trabalho, técnico em desenvolvimento de sites e informática e continuo estudando...

Os professores já estão acostumados a lidar com todo tipo de doenças na escola, crianças com diabetes, asma e outras patologias, tem a diversidade com uma rotina de trabalho, e lidar uma coagulopatia  será apenas algo a mais. , saberão lidar com ela, bastando para tal que sejam informados corretamento do que se trata, como agir em relação a ela e os cuidados necessários. 

Assim ao matricular a criança, converse com a direção da escola e explique a situação, leve uma carta com detalhes da hemofilia, como a escola deve tratar a questão. No site da Federação Brasileira você pode baixar um modelo dessa carta. 

Existem apostilas e cartilhas específicas para isso que são fáceis de conseguir.Importante frisar que, a pessoa com hemofilia tem as mesmas possibilidades de desenvolvimento físico e intelectual  que qualquer outra criança, ela não deve ser tratada de modo diferente.

Em linhas gerais ela pode participar de todas as atividades.

a criança com hemofílica não sangra mais rápido do que as outras, apenas sangram por mais tempo.As crianças devem usar tesouras e outros instrumentos afiados com cuidado e as menores sob supervisão, nas crianças hemofílicas do mesmo modo, elas podem sim usa-las, não diferentemente das demais.Cortes a arranhões são comuns nessa idade, e não são difíceis de serem tratados, em geral não causam grandes problemas.

"Apesar dos avanços no tratamento da hemofilia, as faltas escolares emda hemofilia hoje terem diminuído, elas podem dessas faltas e apoio escolar caso necessário. de 21 de outubro de 1969 dispõe sobre isso"A escola deve estar a par de que, em caso de uma emergência devera contactar os pais, o mesmo em caso de um acidente que possa ter provocado uma hemorragia - reitere que as hemorragias podem ser internas. A algum tempo havia o mito muito equivocado de que crianças com hemofilia tinham de frequentar escolas especiais, isso é totalmente errado.


PRATICA DE ESPORTES E EDUCAÇÃO FÍSICA

A prática de esportes não só é permitida como recomendável. 

Fora atividades mais brutas, todas as demais podem ser realizadas. Futebol e outras atividades de impacto exigem cuidados, importante seria a possibilidade de se ter profilaxia nesses casos. 

Caso a criança se trate por demanda, converse com ela e professores para que em caso de acidentes ou de surgir uma hemorragia, que se faça o fator ou que se ligue para os pais para que procedam o tratamento. 

Lembrando que, esportes e exercícios são importantes pois fortalecem os músculos e podem até mesmo prevenir futuras hemorragias. E a pratica de educação pode ser feita sim, porém, algumas atividades de impacto devem ser analisadas com cuidado. Embora tudo seja permitido, não são recomendáveis esportes como  boxe e artes marciais. 

O futebol deve ser avaliado com cuidado - se existe profilaxia, se a criança tem tendencia a sangramentos articulares de joelho ou tornozelo, devido a quadros de sinovite, se tenha alguma artropatia, etc. 

Na dúvida converse com o médico de seu Centro de Tratamento. 

Em geral o hemofílico pode participar de todas as atividades. Mas caso sinta dor ou prenuncio de um sangramento a vista, deve parar a atividade, colocar gelo, e se for o caso, aplicar fator. Se preciso a escola deve avisar os pais.Se necessário, muitos Centros de Tratamento contam com serviço de psicologia que pode ajudar, bem como de assistentes sociais que podem ser uteis. 

"Minha mãe teve medos do primeiro dia de aula, como toda mãe e um pouco mais por eu ser hemofílico. Naquele tempo, não havia muita informação e ninguém para ajudar ou orientar. Sozinha ela enfrentou tudo sozinha. Hoje existem materiais que podem orientar, assistentes sociais, serviço de psicologia que pode ajudar. A criança precisa tornar se independente. Deixe seu filho voar com liberdade. Passei bem por todas as etapas, tenho 38 anos, me formei ano passado em Gestão de Recursos Humanos e ainda pretendo fazer outra faculdade de jornalismo.
"Maximiliano Anarelli. 

Os primeiros dias de aula são de ansiedade, mas isso passa, a criança segue sua vida escolar, completa todos os ciclos sem maiores problemas. Comigo foi assim, a escola e o ginásio foram anos mágicos, um dos períodos mais felizes da minha vida. Fiz minha faculdade, mas ainda sonho com o curso de jornalismo e pretendo assim minha segunda graduação. Aqui estão algumas dicas, que provavelmente você nem precisará e é pra isso que torcemos. Se tiver mais dúvidas pode nós procurar e também a Federação Brasileira de Hemofilia ou Centro de Tratamento mais próximo. Maximiliano Anarelli de Souza - Hemofilia News.

Em geral a fase escolar é tranquila e a criança passa por ela sem maiores problemas.

COMO AGIR EM CASO DE UM INCIDENTE OU ACIDENTE NA ESCOLA

Em geral não acontecem incidentes na escola, mas é preciso estar preparado para eles. Os professores e orientadores educacionais devem estar a par de que a criança é hemofílica, um deles pode ser mais treinado para casos de emergência, com procedimentos como, colocar o aluno em repouso se apresentar sintomas de hemorragia, sabendo identificar estes casos, colocar gelo, avisar os pais, conhecer sintomas de sangramentos na cabeça. 

Cortes e arranhões podem ser tratados com medidas simples, quase sempre nem exigem aplicação de fator. Quedas leves também podem não levar a nada, mas observe se surge alguma evolução. Se for um sangramento externo, um corte, um curativo pode resolver. Em casos de dúvidas os pais sempre devem ser avisados.

Cortes e arranhões quase sempre nem exigem usode fator. 



Pode ocorrer de a criança esconder uma possível hemorragia, seja por medo de uma bronca dos pais ou por que terá de ir para casa e se privar de atividades que gosta e faria na sequência. Ainda por achar que o fator é uma punição por ter agido mal. Por isso é importante estar atento a sintomas como: mancar, segurar um membro em posição dobrada, etc. Não brigue com ele por isso, converse carinhosamente com ele questionando se ele está bem, se está sentindo algo.Os professores podem ser preparados para observarem isso. 





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