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quarta-feira, 13 de maio de 2015

HEMOFILIA EM ANIMAIS

"A hemofilia pode ocorrer também em animais, veja aqui como funciona o tratamento desta doença hereditária que pode afetar não somente humanos, mas cães e gatos."

Hemofílicos tem uma deficiência de um dos fatores do sangue, o que pode acarretar frequentes hemorragias. Nos animais o  principal grupo a apresentar a patologia são os cães machos e, normalmente, a doença aparece ainda nos primeiros anos de vida.


Causada pela deficiência de fatores de coagulação, a hemofilia pode apresentar dois tipos: A e B. O primeiro se caracteriza pela diminuição do fator VIII de coagulação e o segundo pela diminuição do fator IX de coagulação.

Os sinais clínicos podem se apresentar precocemente através de sangramento excessivo pelo cordão umbilical ou hemorragia gengival após troca de dentes de leite. 

A doença se caracteriza também por hemorragias espontâneas ou causadas por leves traumatismos, além de hemartroses, que são sangramentos dentro do espaço articular, hematomas e sangramentos pelo trato urogenital e gastrointestinal.

Não existe cura para a hemofilia em animais, assim com não há para humanos. O acompanhamento dessa doença, assim como de outras doenças hematológicas, deve ser realizado por um médico veterinário hematologista, que é especialista nos temas relacionados ao sangue.

Como é feito o tratamento?
Os cães hemofílicos apresentam episódios recorrentes de hemorragias e necessitam de terapias de reposição de fatores de coagulação periódicas, que podem ser feitas com sangue fresco, plasma fresco ou crioprecipitado.




Além disso, devido à perda recorrente de sangue, os pets também podem apresentar quadros graves de anemia. Nestes casos, o tratamento é feito com o auxilio de uma transfusão de concentrado de hemácias.

DOAÇÃO DE SANGUE EM ANIMAIS 


Os animais também podem ser doadores de sangue e ajudar a salvar vidas. Para ser um doador, um cão precisa estar com a saúde em dia e ter um temperamento tranquilo e preencher os seguintes requisitos:


- Pesar mais do que 25kg;

- Ter idade entre 2 e 7 anos;

- Estar com a carteira de vacinação em dia e vermifugação em dia;

- Não ter apresentado carrapatos recentemente e serem negativos para hemoparasitoses: doenças como a babesiose, erliquiose e doença de Lyme recentemente, mesmo que elas tenham sido tratadas de maneira bem sucedida;

- Não estar no cio, no caso das fêmeas;

- Nunca ter recebido transfusão de sangue.

FONTE; *Viviane Azevedo Ferreira Côrtes é médica veterinária responsável pelo atendimento de hematologia do Pet Care, junto com a Dra. Ludmila Rodrigues Moroz.


   Hemofilia A em um cão Dachshund: 
    relato de caso

Magnus Larruscaim Dalmolin, Luciana de Almeida Lacerda,
Simone Tostes de Oliveira Stedile, Viviane Pedralli, Ana Cláudia Tourrucôo

Resumo

O objetivo deste trabalho foi relatar um caso de hemofilia  clássica canina. Um cão da raça Dachshund, macho, de um ano de idade,  oi atendido em hospital veterinário de ensino devido a uma intensa  epistaxe há mais de um dia. O paciente apresentava membranas mucosas pálidas, hematomas no pescoço, apatia e condição corporal magra. 

Devido à anemia grave o cão recebeu transfusão de sangue total fresco  compatível e, durante o procedimento, a hemorragia cessou. Após  recuperação clínica (cerca de 20 dias), o paciente foi encaminhado  para orquiectomia e um dia após a cirurgia retornou ao hospital  apresentando anemia grave, hemorragia escrotal intensa e hematomas abdominais. 

A hemorragia foi interrompida após outra transfusão de sangue total fresco compatível. 

A avaliação da hemostasia identificou  tempo de sangramento da mucosa bucal, tempo de protrombina e  concentração do antígeno do fator de von Willebrand dentro dos valores de referência. 

No entanto, um prolongamento do TTPA  (39 segundos) e uma redução na atividade coagulante do fator VIII (1%)  foram identificados. Com estes resultados, o paciente foi diagnosticado  com hemofilia A severa. Atualmente o paciente é mantido com boa  qualidade de vida e os episódios hemorrágicos são controlados  com sangue total fresco compatível  (quando há necessidade de hemácias), plasma fresco congelado  ou crioprecipitado.

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RELATO DE CASO EM PDF












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