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domingo, 11 de dezembro de 2016

SUPER PROTEÇÃO

A nossa proteção é vital para os nossos filhos, que quando são pequenos precisam de nós para quase tudo. O medo dos pais, de que o filho se machuque é natural, e ainda mais em uma criança que tem hemofilia. 

Não devemos confundir proteção com superproteção.

A superproteção torna-se uma realidade quando não são oferecidas às crianças e aos adolescentes chances reais de aventurar-se no mundo por contra própria. 




 Proteger é uma atitude que a maioria dos pais tem com seus filhos, mas quando isso torna-se exagerado, gerando conflitos e um sentimento de perseguição e aprisionamento. Alguns comportamentos devem ser avaliados com cuidadosa reflexão. Medo dominador de que os filhos se machuquem brincando. Seus filhos vão querer e precisarão brincar. Algumas vezes vão se machucar, arranhar o joelho, machucar o pé, mas é totalmente normal.

 Crianças e jovens pulam, correm, se penduram nas coisas e é totalmente comum vez ou outra machucarem-se. Mas seu filho tem hemofilia, e agora, como lidar com isso?

Se por um lado, tem hemofilia e uma acidente, uma queda possa provocar uma hemorragia e um sangramento demorar mais para parar, a criança tem resistência e energia para lidar com pequenos machucados. 

Mesmo em uma criança com hemofilia, esses pequenos sustos, não passam de sustos mesmo: um corte ou um arranhão não levam a um riso maior, e as hemorragias acontecem em quem tem hemofilia, geralmente de pequeno porte, causando dor e claro, exigem cuidados - aplicando se fator fica tudo bem. Além disso, hoje em dia, no Brasil e em vários países pode se contar com a profilaxia, aplicações de medicação que previne hemorragias. 

Há mães que só deixam seus filhos brincarem como numa bolha, até mesmo dentro de casa, longe de todo e qualquer objeto; determinar horas, locais e espaços adequados para que eles brinquem é saudável e importante, mas exagerar em algumas medidas é perigoso. 

 O que essa atitude dos adultos representa? De acordo com a psicanalista, a superproteção costuma surgir de pessoas amorosas, bem intencionadas, mas que não conseguem tolerar a própria ansiedade para educar o filho. Elas são, na maior parte, inseguras e tendem a se antecipar e não deixar que a criança viva experiências novas.  Outra característica comum é desconsiderar a idade e o crescimento do filho – o casal o educa como se fosse sempre pequeno e indefeso.

 É trabalhoso encontrar o ponto certo entre negligência e superproteção. 

Que tal, em vez de ser um pai ou mãe helicóptero, você se tornar um “submarino”? Essa metáfora, citada no livro Fun-Filled Parenting: A Guide to Laughing More and Yelling Less, de Silvana Clark, alude ao perfil de adulto que está por perto, cuidando do filho, mas não tão visível. Só sobe para a terra quando realmente for necessário, mas não abandona. 

Solte-o aos poucos, de acordo com o amadurecimento que ele manifestar. Sim, é possível cuidar bem sem superproteger.


MAS, COMO AGIR?

Seu filho tem hemofilia, ensine desde cedo o que isso significa. Que todos temos limites, sendo hemofílicos ou não, que ele próprio  deve conhecer seus limites e analisar os riscos de cada atividade que for fazer. Que caso sinta uma hemorragia, deve avisar, que isso é natural. Que isso acontece, e que se acontecer, ele não deve esconder, mas falar para que se trate e ele não tenha dores e maiores problemas. 

Pequenos cortes ou arranhões não são um grande risco, as vezes um curativo resolve. Caso surja uma hemorragia, aplique fator o mais rápido possível e faça repouso. Mas hoje com a profilaxia, pode se ter a prevenção das hemorragias. 

Conheça ao máximo sobre hemofilia.

Converse com outros pais de crianças com hemofilia e compartilhem experiencias. 

LIBERDADE

A criança precisa de liberdade e autonomia para se desenvolver. A própria criança deve aprender seus limites com a hemofilia. Em geral, muito cedo, temos uma grande compreensão da hemofilia, sabemos quando uma hemorragia começa, antes mesmo de sintomas surgirem. Deixe seu filho aprender a viver com a hemofilia.

Gosto muito da metáfora dos pais submarinos. Acompanhe seus filhos  a distancia, sem que te vejam. So intervenha em último caso. Isso nos menores. Por que a medida que ele for crescendo, mais liberdade terá de ser concedida. Ir a escola, ir na casa do coleguinha, viajar com a escola, os pais tem de aprender a lidar com isso. 

Se seu filho for bem educado e informado para a hemofilia, se teve liberdade, vai saber lidar com isso - instrua-o que, se tiver uma hemorragia, se machucar, deve avisar. Informe à direção da escola da situação e o que fazer em emergências. Se ele for viajar sozinho com a escola, informe se sobre a existência de centros de hemofilia próximos do destino e informe a um dos responsáveis que viajará com ele, oriente como agir.  

EXPERIÊNCIA PRÓPRIA

Meu pai sempre me deu muita liberdade, mas minha mãe tinha muitos medos. As primeiras viajens com excursões da escola, foi difícil convence-la. Mas ela acabou cedendo. Não havia tratamento fácil pra hemofilia como hoje. Mesmo assim, não tive problemas. Acampava sempre com meus pais, e não havia dose domiciliar, assim como a primeira vez que acampei sozinho na adolescência. Hoje acampo e levo meu fator. Há, tenho 38 anos agora.

O tratamento da hemofilia é feito com os fatores de coagulação, sendo que, pode se aplicar doses preventivas para evitar hemorragias, 2 a 3 vezes por semana. Dose domiciliar é a possibilidade de fazer esse tratamento em casa, tendo a disposição no domicilio o medicamento para hemofilia. 



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