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terça-feira, 31 de janeiro de 2017

Cientistas criam tecnologia em cápsula para tratamento da Hemofilia B

Engenheiros da Universidade do Texas em Austin criaram um sistema biodegradável via oral para o tratamento da hemofilia B que poderia combater alguns dos problemas ligados ao tratamento desta desordem hemorrágica.


 Aproximadamente 400.000 pessoas em todo o mundo vivem com hemofilia A ou hemofilia B e o tratamento dessas coagulopatias acontece por meio da aplicação intravenosa do fator de coagulação deficiente no organismo.

Imagem meramente ilustrativa


 O acesso a esses medicamentos é limitado em algumas partes do mundo devido ao custo e as pessoas devem lidar com múltiplas injeções semanais para manter a coagulação sanguínea adequada e prevenir os sangramentos internos e externos.




 Este novo sistema consiste em uma cápsula composta de micro e nanopartículas que administram a proteína chamada fator IX (FIX) para o tratamento da hemofilia B.

 Testes do protótipo demonstraram que a cápsula poderia percorrer com segurança o trajeto do estômago para o intestino delgado onde começaria a dilatar devido a um aumento nos níveis de pH.



A enzima intestinal principal então começaria a degradar a casca da cápsula liberando lentamente a droga durante um período de tempo não especificado. 

 “Baseado nas capacidades atuais deste sistema, aproximadamente duas cápsulas seriam equivalentes a uma injeção”, disse Sarena Horava, autora principal do estudo e Ph.D, formada pela Universidade do Texas na Escola de Engenharia de Austin.

“Entretanto, nós antecipamos que faremos melhorias na capacidade do sistema via oral e, consequentemente, diminuiremos a quantidade de cápsulas.” 

 Em última análise, Horava e seus colegas acreditam que esta tecnologia beneficiará mais as pessoas com hemofilia nos países em desenvolvimento.

”Em muitos países em desenvolvimento, a expectativa de vida média para pessoas com hemofilia é de 11 anos devido à falta de acesso ao tratamento, mas nossa nova tecnologia via oral de fator IX pode agora superar esses problemas e melhorar o uso mundial desta terapia”, acrescentou Horava. 

 A equipe planeja realizar mais testes para verificar as capacidades do sistema antes de iniciar os ensaios clínicos.

 Por Ryan Bushey, Editor Digital, Drug Discovery & Development

 Publicado em 23/12/2016

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