Diário de Um Hemofílico de Bem Com A Vida e Notícias e Tudo Sobre Hemofilia

quarta-feira, 8 de março de 2017

CLEITON,, DA DUPLA CLEITON E CAMARGO

Cantor sertanejo Cleiton faz sucesso
 pelo Brasil afora em dupla com Camargo 

Por Fernando Inocente

A música tem o poder de transformar. Certamente, você já deve ter ouvido essa frase por aí. Alegria, paz, conforto e boas recordações são algumas das sensações que ela pode provocar nas pessoas, independentemente do estilo. Além disso, ela propicia, para quem a vivencia em sua plenitude, profissionalmente ou não, boas histórias para contar. E histórias não faltam para o cantor Evanildo Batista Gomes, o Cleiton, da dupla sertaneja Cleiton e Camargo. 



Ele foi diagnosticado com hemofilia A grave quando ainda era bebê. “Costumava dormir com a chupeta e, certo dia, permaneci sobre ela, de bruços, a noite toda. Quando acordei, meu peito estava roxo na região onde ela ficou. Como tudo na minha vida havia mudado. Além de aplaudir, as pessoas sorriam para mim, glorificando meu talento. 

A partir daquele momento, tive a convicção de que nasci para cantar”, relembra Cleiton. Tendo como referências o grupo Roupa Nova, Roberto Carlos, Chitãozinho E Xororó, Leandro e Leonardo, Zezé Di Camargo e Luciano e João Paulo e Daniel, Cleiton revela que sempre foi eclé- tico em termos musicais. Sempre ouviu de reggae a MPB, passando por axé e pagode. 

Entretanto, quando a música sertaneja começou a se espalhar pelo País, foi paixão ao primeiro acorde e pelo estilo em si. O primeiro show como profissional ocorreu em 2003, em um meu irmão mais velho também tem hemofilia e já havia sido diagnosticado, minha mãe logo percebeu que eu também tinha a coagulopatia.

 Mas só fui fazer os exames para saber qual gravidade era quando estava com 19 anos.” Também foi na infância que a paixão pela música aflorou, incentivada pelos pais, que sempre gostaram de ouvi-lo dentro de casa. “Cresci ouvindo música. Muitas vezes, parava de brincar para escutar uma que eu gostasse bastante, sempre tentando aprender a letra para acompanhar cantando”, diz o artista, que começou a cantar, também aos 19 anos, na igreja onde congregava, em Alagoinhas, no interior da Bahia, em um evento gospel que ocorreu em uma praça pública em Feira de Santana (BA), onde pôde dividir o palco com outros artistas renomados da região. 

A hemofilia nunca o impossibilitou de fazer aquilo que desejasse. Segundo o artista, a cautela ao realizar as atividades sempre foi sua maior aliada e, por essa razão, pôde sempre fazer tudo, principalmente quando o assunto é cantar. “É possível levar uma vida normal com o programa de profilaxia e, podendo levar o fator para casa, tudo fica ainda melhor. 



Faço profilaxia três vezes por semana para evitar qualquer tipo de hemorragia. Tenho essa precaução antes de realizar atividades mais pesadas, como treinar na academia e fazer os shows”, atesta Cleiton. A única situação relacionada à coagulopatia que ele teve ao longo dos anos – e quase chegou a atrapalhá-lo profissionalmente – aconteceu quando Cleiton passou a sentir fortes dores no joelho esquerdo, por causa de um desgaste na cartilagem. “Isso limitava minha movimentação pelo palco, então passei por uma cirurgia de prótese total do joelho. Hoje, faço fisioterapia "É possível levar uma vida normal com o programa de profilaxia e, podendo levar o fator para casa, tudo fica ainda melhor” Cleiton 18 maiO - agostO 2016 exemplo para manter a musculatura boa e faço os shows sem sentir dores.” Antes de se tornar cantor profissional, ele trabalhou como motorista, cobrador de van, padeiro, auxiliar de elétrica e locutor de loja. Parceria Aos 37 anos, casado e pai de um menino de seis anos, o sertanejo já passou por muitos contratempos na profissão. De acordo com ele, o maior deles é a dificuldade para encontrar uma oportunidade de mostrar o talento. “São poucas as pessoas que realmente dão chances, sem você ter de pagar por elas.” Outro ponto crítico foi a falta de dinheiro para poder fazer uma gravação de boa qualidade para mostrar às pessoas. Em um cenário em que as duplas sertanejas se proliferam aos montes pelo Brasil, Cleiton sabe muito bem a receita para trilhar uma carreira sólida: “O segredo é sempre buscar mais e, principalmente, nunca achar que está consagrado. É preciso fazer um bom trabalho de divulgação em longo prazo, para não cair no esquecimento”. Há seis meses como parceiro de Camargo, irmão mais novo dos também cantores Zezé Di Camargo & Luciano, Cleiton relata que o conheceu em Minas Gerais, algum tempo antes de haver qualquer tipo de convite. “Naquela época, meu irmão e eu cantávamos juntos e tivemos a honra de abrir um show do Cleiton e Camargo. Depois que nos apresentamos, encontrei o Camargo no camarim e, entre um assunto e outro, ele me disse que havia esquecido o cinto em casa e perguntou se eu não poderia emprestar o meu. Ficamos amigos na hora”, recorda-se o músico, que fez dupla com o irmão durante 12 anos, mas depois optaram pela carreira solo. 

 De acordo com ele, é uma honra e uma satisfação fazer dupla com o Camargo, por saber que foi escolhido em meio a uma série de talentos existentes no País. “Goiás, onde vivo agora, tem ótimos cantores e eu, como baiano, fico muito feliz pelo convite, que foi uma verdadeira oportunidade na minha vida. Graças a Deus está dando tudo certo e estamos muito felizes.” Desde que a dupla retomou as atividades – aproximadamente seis meses atrás –, eles estão fazendo uma média de oito a 10 shows por mês e, recentemente, fizeram uma turnê pela Europa, onde cantaram em Luxemburgo, Milão, na Itália, e Londres, na Inglaterra. Ainda para 2016, há o projeto da gravação de um DVD, com a participação de Zezé Di Camargo & Luciano, Edson & Hudson, João Neto e Frederico, e Chrystian e Ralf. Apesar do dia a dia atribulado, o sertanejo gosta de acompanhar tudo o que sai na mídia sobre sua carreira e procura pesquisar as novidades do mercado musical. “Tento conciliar ao máximo o trabalho e a família.” Entre seus planos, Cleiton planeja daqui a 10 anos estar bem estruturado e trabalhando sempre com a música. “Quero continuar ajudando minha família e todos aqueles que Deus colocar no meu caminho.”

Fonte: Federação Brasileira de Hemofilia

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