Diário de Um Hemofílico de Bem Com A Vida e Notícias e Tudo Sobre Hemofilia

quarta-feira, 19 de abril de 2017

MORRE ATRIZ DEFENSORA DA CAUSA DOS HEMOFÍLICOS

Morre Atriz Que Defendia Direitos dos Hemofílicos. Neuza Amaral, falece dia 19 de abril. 



Matéria Exclusiva Hemofilia News - Maximiliano Anarelli

Faleceu hoje, quarta-feira, 19 de abril a atriz, política e ativista das causas sociais, Neuza Amaral. Lutou pelos direitos dos Hemo Em tempos que política coisas negativas, Neuza deixa o exemplo do que é ser político no sentido verdadeiro da palavra, de fazer a diferença no mundo. Inclusive em defesa da causa das pessoas com hemofilia na década de 80 e 90. No Rio de Janeiro  divulgou a hemofilia  e a antiga Casa dos Hemofílicos,  ajudando a Associação  dos Hemofílicos daquele estado. 

Também foi através da ajuda dela  que a Associação de Juiz de Fora conseguiu comprar uma centrífuga e uma geladeira própria para produzir e guardar crio precipitado.

Venícios Barroso que tem hemofilia  e se trata em Juiz de fora,  diz que a última vez que a viu Neuza Amaral  pessoalmente foi em 1990 quando ela foi doar kits para fazerem teste nos sangues doados. Era uma pessoa muito agradável, em 1987 ela me pegou no colo quando foi visitar a associação e eu estava internado. Foi uma pessoa de alma boa, ainda relatou Venícios.  

Neuza em uma ocasião teria doado toda bilheteria de uma peça de teatro para uma associação de hemofilia. 
Atriz  também participou do primeiro capítulo de Senhora do Destino, em 2004, que está sendo reprisada no Vale A Pena Ver de Novo, da Rede Globo.

Segundo a Globo News, a causa da morte ainda não foi informada.



RIO - A atriz Neuza Amaral morreu aos 86 anos, segundo nos informou Solange Dutra, que era filho de um hemofílico do Rio de Janeiro, e ouviu do pai que Neuza era uma grande defensora dos hemofílicos. Solange contou que chegou a ver a atriz na antiga casa dos hemofílicos do Rio de Janeiro, na Tijuca.

O Jornal Extra, da cidade do Rio de Janeiro, nós confirmou a morte.

Atuou não somente nas telas e palcos, como em causas sociais, dentre elas a luta por melhorias e direitos de pessoas com hemofilia, defendendo a  descentralização  do atendimento da hemofilia, obtendo tratamento para pessoas com hemofilia na sua cidade, Araruama. Ajudou a divulgar o trabalho da Associação dos Hemofílicos do Rio de Janeiro.

Nos anos 90, Neuza Amaral foi eleita vereadora na cidade do Rio de Janeiro e se afastou, gradativamente, dos trabalhos na televisão, resumidos a pequenas participações. Viveu há cerca de dez anos no município de Araruama e trabalhou como controladora geral da cultura da cidade.


Nos últimos anos, lançou dois livros de memórias, Deixa Comigo (2008) - cuja renda foi revertida para o Lar de São Francisco, asilo de idosos de Araruama - e Isso Eu Vivi (2012), onde destacou a sua trajetória na TV, as passagens pela política brasileira, a conversão ao judaísmo, a luta pela hemofilia e pelos direitos dos idosos.

Nascida no interior de São Paulo, ela trabalhou em diversas novelas, entre elas "Irmãos coragem" (1970), "Selva de pedra" (1972) e "Os ossos do barão" (1973), quando ganhou o troféu de melhor atriz da Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA).

Um de seus primeiros trabalhos na TV Globo, onde entrou a convite de Boni, foi em "A grande mentira", em que viveu uma vilã. Segundo a própria atriz, foi o seu maior trabalho na televisão.

Seu último ano ativo na TV foi em 2006, quando participou de "Pé na Jaca", "Páginas da vida", "Cobras & lagartos" e "Linha direta".

Neuza Amaral também teve atuação política, chegando a se eleger vereadora no Rio, nos anos 1990.

Ela estreou no cinema em 1967, em "A lei do cão", de Jece Valadão. A partir daí, apareceria em mais de 20 títulos, entre eles "Pra frente, Brasil" (1982), de Roberto Farias, "As duas faces da moeda" (1969), de Domingos Oliveira, e "O que é isso, companheiro?" (1997), de Bruno Barreto.


O site Memória Globo entrevistou Neuza Amaral há alguns anos, veja trechos da entrevista: 

Conversar com a atriz Neuza Amaral é embarcar em uma profunda viagem pela história da televisão, desde os seus primórdios no Brasil. Também, pudera: são quase 60 anos de carreira, iniciada em 1953, em uma recém-inaugurada TV Tupi, acumulando algo em torno de 50 produções, entre novelas, séries e especiais, cerca de 20 longas-metragens e 16 peças teatrais. Isso tudo sem falar no seu trabalho de locução, apresentação e interpretação no rádio, que antecedeu sua chegada à televisão. 

O melhor da viagem é que Neuza Amaral lembra de todos os seus trabalhos, com detalhes. Cada novela, cada especial. É capaz de falar nomes, datas e a trama de todos os personagens que viveu na televisão.

E, assim, conta histórias deliciosas, como a operação plástica que fez, em plena novela Bravo!, de Janete Clair, exibida em 1975. “A única atriz no mundo que fez cirurgia no ar fui eu. Todo mundo perguntava: ‘Mas você quis?’ Eu dizia: ‘Olha, eu ia namorar um rapaz jovem, queria fazer uma cirurgia para ficar emparelhada com ele’. Eu sugeri: ‘Janete, se você me enrola toda a cara e põe bandagem, quando tirar, vou ter a mesma cara. Por que não fazemos uma plástica?’ ‘Você não acha ruim, não?’, ela quis saber. ‘Eu não. E ainda vou ganhar uma cirurgia. Duas vantagens, porque vou ser a primeira do mundo, numa novela de Janete Clair. Você documenta isso e, se eu morrer na operação, será um documento da morte de Neuza Amaral’, argumentei. Janete Clair resolveu fazer, e assim foi feito, diverte-se.”

Neuza Amaral morreu no dia 19 de abril de 2017,no Rio de Janeiro, aos 86 anos, no Hospital São Vicente de Paula, na Tijuca, onde estava internada, a atriz sofreu uma embolia pulmonar. Deixou um filho e dois netos.
__________________

Por: Maximiliano Anarelli de Souza

Fontes: Wikipedia, G1, Jornal O Globo, Jornal Extra.



Nenhum comentário:


Em 1911, o Cais do Valongo foi aterrado e redescoberto 100 anos depois

08/09/17

Hemo Diário

*A Saudações Hemofílicas. Nem sempre chegar é o melhor. Curtir a viagem também faz parte do jogo. Nem sempre temos tudo que queremos, mas podemos fazer o melhor Não deu certo? Recomece. Tá difícil? Mexa se, faça acontecer... tá vivo é pra viver....


* Calar e ouvir não te torna o mais fraco, mas revela. O mais forte nem sempre é o que não tem dor, mas o que a transforma em flor. Das pedras do caminho, faça pontes... A hemofilia rima com alegria sim. Tá vivo é pra viver.




Em 1911, o Cais do Valongo foi aterrado e redescoberto 100 anos depois

08/09/17


* A Associação dos Hemofílicos do Piaui esta reestruturando a sede, precisando das janelas.... lembrando que ela já foi até furtada, agora com cerca eletríca, telhado e precisa de sua ajuda pra continuar as reforma... informe se (86) 999496200 com a Izabel 988177796 e com Luíza


* Hoje mais uma turma fez radiosinoviertese no Rio de Janeiro com a doutora Sylvia Thomas. Desejando melhoras a todos./p>







GUERREIROS DE SANGUE - HISTÓRIAS

3
Kalil chegou a ligar para o atacante Fred: "É o maior centroavante do Brasil há anos"
Rafael não tem medo de agulhada, mas de faltar fator.
3
Kalil chegou a ligar para o atacante Fred: "É o maior centroavante do Brasil há anos"
Eleição da FBH
p

LEIA TAMBÉM:



1
jamille edaes

2
Jamille e o marido, Roberto Edaes

3
Kalil chegou a ligar para o atacante Fred: "É o maior centroavante do Brasil há anos"

4
jamille edaes

Eventos que participamos e cobrimos

Jamille e o marido, Roberto Edaes
Encontro Rio São Paulo de Hemofilia -RJ,
Kalil chegou a ligar para o atacante Fred: "É o maior centroavante do Brasil há anos"
Dia Mundial, APHISP - Campinas..
Kalil chegou a ligar para o atacante Fred: "É o maior centroavante do Brasil há anos"
Divulgando o Dia Mundial da Hemofilia Na Praça Sete. .