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sexta-feira, 19 de maio de 2017

Diario da hemofilia... dia das mães... encontro super heróis e manxas de coração.


Diario de Sangue

Saudações hemofilicas.... 
 Semana tranquila, mas de muito trabalho. Sem dona hemofilia, eu não me atrapalho. Com ela também não perco a alegria. A bruaca andava sumida. 


Ontem, após ficar de pé no trajeto de casa pro trabalho no ônibus, segurando pra não cair, forcei o braço e uma hemorragia. Nada que seu fator não desse jeito. Hoje é sexta feira, ja em casa, descansando, comendo um hamburguer que pedi.... a vida segue feliz... a Hemofilia não impede minha alegria...

Amor Na Pele


É tanto amor que surge um hematoma no nosso menino que parece um coração! 



Talvez para nos lembrar que o AMOR é a essência da vida! ❤❤❤ Assim a Ana Paula, define essa mancha roxa que apareceu no seu filho. 

Herois

Nosso pequeno amiguinho, o Theo recebeu visitas muito especiais essa semana. O Homem Aranha e o Capitão América, vieram conhecer um pouquinho da nossa rotina de um super guerreiro de sangue e ,acompanhar o Theo fazendo o fator. 



O Theo andava meio chateado em fazer profilaxia, aplicações na veia do remédio pra hemofilia. 
 E a mãe teve a ideia de chamar esses super heróis que atenderam ao pedido. São da Personagens Apucarana. A mãe, Indianara Galhardo agradece a Personagens Apucarana e Samuel Barbóssa por proporcionar essa alegria ao o Theo
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FELIZ DIA DAS MÃES

Mãe ama a gente antes mesmo de nascermos. E quando nascemos o coração dela andar em outro corpo. O nosso. Não foi eu que disse isso, foi uma mãe de um hemofílico. 



EU E MINHA MÃE

Minha mãe não é a principio a mãe mais forte do mundo. Mas quando preciso ela se mostra leoa. Acho que tira energia do coração e dela faz força. 

Nas noites de tempestade hemofilica, ela chorava por dentro junto comigo. Escondia o choro por que tinha de me dar força. Não podia demonstrar, tinha de ser forte pra me dar força. Eu sabia, mas fingia que não sabia. 
A gente sente, mesmo sem demonstração. Como quando eu sabia que uma hemorragia tava começando, ainda sem sintomas, pois vão surgindo gradativamente. Eu tentava esconder, pois sabia que ela ia ficar preocupada. Não queria que ela sofresse. Por que as dores da hemofilia doíam mais nela que nem mim. Só que ela sempre sabia. Mesmo se eu forçasse pra não mancar ou ficasse com braço que não esticava todo dentro do bolso pra disfarçar e enganar ela. Se eu não dormia, ela também não. 

Imagino como deve ter sido difícil, quando após perder um terço do meu sangue em um corte, e o médico disse que não havia esperança pra mim. Escapei. Mas outro médico ao dar o diagnóstico de hemofilia disse, aproveite seu filho, ele não deve viver mais de 6 meses. 
Minha mãe teve depressão. Ainda assim cuidava da casa e brincava de pique esconde e outras brincadeiras comigo. 
No primeiro ano da escola ela me levava e buscava, além de ir no recreio ficar comigo. Eu me achando um homenzinho, queria independência. O dia que fosse e voltasse sozinho. O dia que isso chegou, admito, sentia falta dela no recreio. Chegava em casa e pulava no pescoço dela. Hoje chego do trabalho e pego ela ao lado do fogão e levantou ela lá no alto, aos gritos de "para menino" "a panela vai queimar". 
Tivemos turbulências. Mas nós intervalos das aprontacőes da dona hemofilia, viajávamos ou acampavamos. Uma infância Feliz. Depois das tempestades sempre vinha o sol. 

Uma vez, sozinho com ela em um hotelsinho barato da capital, sem banheiro no quarto, depois de ter recebido crio precipitado no hospital felicio roxo, reação ao crio. Frio e tremedeira. Ela me levou ao banheiro no corredor alta madrugada para um banho frio pra abaixar a febre. Quando aos 18 anos comecei a ir a capital sozinho pra me tratar, se eu viajava de madrugada e ia dormindo no ônibus, ela em casa não dormia. 
Uma vez em Brasília em um evento de hemofilia esqueci de ligar ao chegar. Mal tinha saído do aeroporto ela ligava. Já no evento liguei pra ela, tá cheio de mãe de hemofílico aqui, estou protegido. E ela de lá, você esqueceu o terno, vai apresentar palestra sobre hemofilia assim, sem terno. 
Eu levanto final de semana e acordo ela pulando na cama dela gritando eu te amo. Já quebrei a cama dela uma vez. Internado por hemorragia do psoas no pronto socorro da capital, ela não podia ir pois tinha de ficar com minha irmã, meu pai me acompanhou. 3 vezes por dia ela ligava. 
Na minha segunda hemorragia de psoas ela foi, não me deixou ficar internado. Ficamos uma semana em um hotel e eu ia 2 vezes por dia a Hemominas fazer fator. Mas ela não desgrudava de mim. Hoje é o dia dela. Dei presente e fomos ao restaurante. Tomamos sorvete. Mas nada do que eu faça é próximo do que ela fez e faz por mim. 

P.S : Feliz dia das mães a todas as mães. Algumas que sei que são guerreiras de sangue como a minha 

Maximiliano Anarelli de Souza, Maxi de bem com a vida


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