Diário de Um Hemofílico de Bem Com A Vida e Notícias e Tudo Sobre Hemofilia

segunda-feira, 12 de junho de 2017

O DIÁRIO, DIA A DIA, A ESCOLA E A VIDA

parte 1

ME ENTENDENDO POR GENTE
Por Maxi Anarelli


Não foi fácil a estrada no começo, mas depois eu aprendi a voar e tudo ficou bem...




O desconhecimento da hemofilia era grande quando nasci, até no meio médico, mas quando meus tios morreram, antes da minha mãe se casar, era pior. Um morreu por um corte que não cicatrizava. Diagnostico, macumba. Outro adquiriu sequelas de tantas hemorragias, diagnostico, reumatismo. 

Como já contei, nasci e tive um corte por uma queda, quase morri, pois nenhum medico a principio suspeitou de hemofilia. Apesar de também ter várias manchas roxas pelo corpo, que começaram a aparecer quando comecei a engatinhar.... até que um médico suspeitou e aplicou sangue em mim, fui pra capital e veio o diagnostico de hemofilia.  E a história foi se escrevendo....


MANIA DE FILOSOFIA E JORNALISMO


Quem conhece o poder das palavras e das letras, sabe que delas se pode esperar tudo... 
José Saramago.


Meu pai sempre gostou de ler, tínhamos muitos livros e pra mim, eram códigos secretos indecifráveis. Que pelas figuras que os ilustravam deviam conter palavras mágicas. Todo domingo meu pai comprava jornal. Isso me instigou a querer aprender a ler, era um desejo forte.


Mas depois de várias hemartroses nos tornozelos, muitas tratando com gelo em casa e pomadas pra dor, o medo da minha mãe de me deixar ir pra escola era grande. Mesmo eu já tendo feito viagens inter estelares  (imaginárias claro), se bem que, em uma a nave teve uma pane e eu sofri um acidente.  Explico, depois de ver Jornada Nas Estrelas, me enfiei na caixa da geladeira nova, e fiz dela meu foguete inter galáctico, So  que a caixa tombou e fui de testa no chão, galo na testa e corre corre.... mas tudo ficou bem.

Como quando uma lasca do tronco do velho pé de urucum entrou na minha barriga.

O medo dos meus pais de que eu fosse pra escola, atrasou em dois anos esse meu sonho. E aprender a ler foi ficando cada  vez um desejo mais forte. Mas acabei indo pra escola....

" A ida pra escola apesar dos medos da minha mãe, foitranquila. Na primeira séria, ela me levava e buscava, e no recreio ia e ficava comigo. Na segunda séria, ela passou a não ir no recreio, e eu lanchava, já tinha muitos amigos e amigos. Na educação física corria pra biblioteca. "


Quando aprendi a ler, comecei a ler tudo que via pela frente, bula de remédio, rotulo dos produtos de limpeza, outodores... os livros infantis que tínhamos eram menos do que os demais e depois da leitura destes, cai no Sol É Para Todos,  de XX. A história narrada por uma menina de 8 anos, eu nessa época com 7. Mas apesar de narrado por uma garotinha, era pra adultos, falava do preconceito nos Estados Unidos dos anos 50, e um caso de estupro em que um negro é acusado, e mesmo inocente, por sua cor, preferem condena-lo do que o branco que era o verdadeiro criminoso. Na trama a visão da criança dos fatos e suas aventuras de infância. Acabei lendo o livro. Precisei da ajuda do dicionario. Mesmo lendo esse livro, devorava os livros infantis da escola, na hora do recreio e como não fazia educação física também aproveitava pra ler. 

" Ta, nem tudo foram flores,

No primeiro dia os professores falaram que tinha um aluno hemofílico na escola, pra ter cuidado com ele, mas não explicaram o tipo de cuidado. Quando vi todo mundo correndo de mim, e eu louco pra fazer amigos, não entendi nada. Graças a uma professora, que notou a situação e explicou tudo, as coisas se ajeitaram, pelo menos a principio.... "


Não preciso dizer que isso abriu minha noção de mundo, atraído pelos quadrinhos do jornal, descobri as cronicas, poesias, e aos nove anos tinha lido Os Sonhos Morrem Primeiro, de Arold Robins, também não recomendado pra crianças. A coleção de livros dos inventores e empreendedores dos últimos seculos foi mais instrutiva. 

Também não preciso dizer que comecei a tentar escrever... e sonhar em ser escritor..... de jornalista. 



FILOSOFIA, VAMPIRISMO E OUTROS ISMOS 

Por Maxi Anarelli


Nem tudo é o que parece, o mais fraco esconde o mais forte poder, ele era um vampiro, do bem, e o seu poder ia além do que se acreditava que ele podia ser...

Eu mesmo...

Ok, eu havia dito que tudo havia se ajeitado, mas a principio. Bom, bulling sempre existiu. O magro, o gordo, o alto e o baixo. E eu era hemofílico. Não podia machucar, e tinha fraqueza do sangue. Em cidade do interior, quem tem doença rara, é o carinha que tem problema.  Havia um aluno com hipoglicemia, que desmaiava, outro com epilepsia, que eles diziam que dava ataque.... e eu? 

"Ele não pode ver sangue que desmaia. Assim acharam.... e a mais linda menina da escola, cobiçada, não podia ver sangue... que mais maquiavélica trama poderia nascer dali... um vampiro ia aparecer... "


Eu já era apaixonado por vampiros e histórias de terror, torcia sempre contra a turba ensandecida e a favor do perseguido. Brincava no meu imaginário, ser um vampiro, afinal, dependia de um produto a base de sangue pra viver.



 Um dia a mais linda menina da escola, ao apontar o lapis, corta o dedo, dizia ter pavor de sangue, e os meus arqui inimigos, que achavam que a hemofilia era não poder ver sangue, que a pessoa desmaiava, pensaram, duas aprontações em uma...

"Arrastam a bela donzela e mostram o sangue, imaginam que ele vai desmaiar, mas, eis que, ele pega docemente  a mão da bela garota, e chupa seu sangue e limpa com as mãos as lagrimas da garota, pega um  bandeid na mochila e faz um curativo, a acalma, e ganha um beijo... Seria ele um vampiro... "




Na escola foi assim, o ensino médio é outra história.... 

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Em 1911, o Cais do Valongo foi aterrado e redescoberto 100 anos depois

Nasci hemofílico, virei guerreiro de sangue...

No meu imaginário de criança, era super herói, Super poderes? Sim, claro... resiliência,.. sensor de perigo igual o do homem aranha e capacidade de regeneração do Volwerine. . Brincando com efeitos especiais, olha no que deu... dei vida a imaginação.

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