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» »Da Redação » CONTÁGIO DE HIV EM TRANSFUSAO É RARO E FATALIDADE.

O sangue usado em transfusões de sangue hoje é seguro, afirmam especialistas. 

 O caso recente de ma menina, de 4 anos, infectada com o vírus HIV após receber uma transfusão de sangue de um doador no Centro de Hematologia e Hemoterapia do Acre (Hemoacre), em Rio Branco, foi uma fatalidade segundo os órgãos de saude, disseram na nota que divulgou o ocorrido, dia 22 de fevereiro de 2018. Nota assinada pelo secretário de Saúde do Acre, Gemil Junior, e pela gerente-geral do Hemoacre, Elba Luiza. 




 Na ocasião a reportagem do G1 disse ter entrado em contato com a gerente do Hemoacre que informou que ia ser ouvida na Procuradoria Geral do Estado (PGE) nesta sexta (23) e que somente após o depoimento vai falar sobre o caso. Elba garantiu que acompanhou todo o processo e está empenhada em prestar apoio necessário à criança e à família. 

 De fato o caso da menina de 4 anos infectada pelo Vírus HIV, é terceiro o caso registrado no Brasil desde a descoberta do HIV, em 1986.

 Hemofilia News procurou a Associação Brasileira de Hemoterapia e Hematologia - ABHH para se informar sobre o caso e a segurança nas transfusões de sangue. De pronto em relação aos medicamentos hemoderivados para tratamento de hemofilia foi explicado, que a diferença entre eles e uma transfusão de sangue total. Os fatores de coagulação plasmáticos passam poe um processo de inativaçāo viral, o que não dá pra ser feito em uma transfusão total. A ABHH ainda encaminhou as perguntas de Hemofilia News ao Coordenador do Hemocentro do Estado do Acre, Denys Fujimoto, médico hematologista, que gentilmente nos respondeu. 

 Segundo o Coordenador, o problema teria ocorrido por conta da janela imunológica. Atualmente no Brasil usa se o Teste NAT, o mais moderno e eficaz, que reduz de 21 dias para 7, mas não zera a janela imunológica. Por isso é feita uma triagem com os pacientes para levantar se tiveram alguma atividade de risco de contágio nesse periodo.

 No caso do plasma usado como matéria prima para hemoderivados , ele passa por novos testes antes de ser destinado a predução de fatores de coagulação, que ainda passam pelo processo de inativaçāo viral, que elimina algum vírus que possa existir. Denys lamentou o caso. 

Segundo ele a criança estava em tratamento para leucemia linfoide aguda e contraiu o vírus após a transfusão de concentrado de plaquetas. Denys Fujimoto, onde a contaminação ocorreu, lamentou o caso. Doação realizada por doador de repetição. E O coordenador afirmou que o Hemoacre, seguiu e segue todas as normativas e diretrizes do Ministério da Saúde para garantir sangue de qualidade e segurança para nossos usuários. E que os teste sorológicos, baseados na pesquisa de anticorpos, aqui utilizados são de ótima qualidade, e 100% automatizados. Além disto há mais de 2 anos, amostras de sangue são encaminhadas para a pesquisa de vírus (NAT) da Aids (HIV), Hepatite C (HCV) e recentemente para Hepatite B.. Mas que infelizmente a fatalidade aconteceu devido ao problema da janela sorológica, que seria o período entre o paciente contrair o vírus e o sistema imunológico desenvolver o anticorpo específico para um determinado vírus, e que a quantidade deste anticorpo seja suficiente para ser detectado. 

Os testes sorológicos atualmente, atingem o máximo de sua capacidade e sensibilidade diagnóstica, sendo que a janela sorológica nestes casos giram em torno de 21 dias. Se um doador de sangue, faz uma doação neste período de janela sorológica, os testes sorológicos tem grande probabilidade de vir negativo, mas o sangue conter o vírus e transmiti-lo. Desta forma o teste NAT ao pesquisar o vírus, reduz a janela sorológica para 7 a 10 dias, mesmo assim não zera a janela. Então se um doador contraiu o vírus dentro de 7 dias, os testes serão negativos, e o sangue doado pode conter o vírus. A triagem clínica, nesta fase, se torna importante, e por isto, mesmo com os avanços diagnósticos, as perguntas ainda são mantidas, como forma de tentar evitar situações de risco acrescido, que um candidato à doação de sangue, possa ter no momento da doação de sangue. Mas se o doador de sangue, por algum motivo, esquece de informar alguma situação que possa expô-lo ao risco de alguma doença transmissível por transfusão, sendo que muitas delas, também tem transmissão sexual ou por contato com sangue e fluidos corporais como o sêmen, a doação é aceita, e se estiver em janela sorológica, o sangue será utilizado para a doação de sangue. 

Cabe ressaltar que este evento é raro, muito raro, sendo que estimativas apontam 1 caso de transmissão de HIV para cada 450.000 doações de sangue. Durante a implantação do NAT pelo Ministério da Saúde, informações apontam que em cerca de 2 anos, 4 casos de HIV foram detectados pelo NAT, ou seja, 4 doações de sangue, contaminados deixaram de ser utilizados. O risco de HIV em doações de sangue onde foram testados pelo NAT reduz em cerca de 8 a 10 vezes, ou seja para o HIV o risco pode cair para 1 caso para cada 3 milhões de doações de sangue, aproximadamente. Ou seja, o que ocorreu foi uma fatalidade. O plasma utilizado para o processamento de concentrado de fator, se submente ao NAT feito pelos serviços de Hemoterapia e os fabricantes realizam um segundo teste NAT, após o resultado negativo, o plasma passa por processos de remoção ou inativação viral, que aumentam ainda mais a segurança na utilização destes produtos, ou seja os produtos anti-hemofílicos utilizados são bastante seguros. 

 Fonte: G1 e Jornal do Acre. Respostas da AbHH para Hemofilia News.


Veja a nota na íntegra:


"Sobre o lamentável caso de contaminação de uma criança após transfusão de sangue, o Governo do Estado manifesta toda solidariedade e disposição de apoio humanitário à pequena paciente e sua família. O episódio é uma fatalidade que, a despeito de toda tecnologia no Acre, em qualquer estado do Brasil e outros países, qualidade e eficiência envolvidas nos procedimentos dos serviços de hematologia, enquadra-se na sua margem de risco, sendo uma realidade dos acidentes transfusionais. Isso cobra de todos muita responsabilidade na tratativa de fato tão sensível. 

 O Hemoacre é reconhecido pela sociedade acreana pelo trabalho sério e responsável. Sobre o caso da criança infectada, a Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre) esclarece que todos os procedimentos indispensáveis em uma doação de sangue foram seguidos. Na coleta sanguínea, o exame sorológico deu negativo para HIV. Ainda assim, o Hemoacre seguiu o protocolo e enviou uma amostra dessa coleta para a Fundação Hemocentro de Brasília fazer o NAT [Teste de Ácido Nucleico, em inglês] – procedimento feito em todas as bolsas de doações, e o resultado também foi negativo para HIV. 

 O doador em questão era cadastrado no Hemoacre e doava sangue com frequência, sempre passando pelo processo de triagem que é realizado com todos, por meio de exames e entrevistas, todas as vezes que fazem doação. Um mês após essa doação, o doador procurou uma Unidade de Saúde para fazer um teste rápido de HIV, que deu positivo. Imediatamente informado, o Hemoacre realizou novos exames com o doador e com a criança que havia recebido o seu sangue. Os novos exames do doador realizados em Rio Branco, como também o NAT, em Brasília, deram positivos. Já nos exames da criança o resultado foi negativo. 

 O Hemoacre seguiu rigorosamente o protocolo do Ministério da Saúde e, depois de 30 dias, realizou novos exames com o sangue da criança receptora, esses deram positivo. Desde então, ela e a família recebem toda assistência psicossocial e de saúde. Médicos infectologista e oncologista acompanham o tratamento da menor para uma melhor estratégia de enfretamento ao HIV, junto com os procedimentos oncológicos. 

 Respeitosamente, o Estado reitera solidariedade e atenção à pequena paciente e sua família. 

Todos os esforços possíveis serão feitos pela recuperação da saúde, a valorização da vida e a esperança do melhor futuro dessa criança".

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