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» »Da Redação » A HISTÓRIA DO BOLDRINI E DE DRA. SÍLVIA BRANDALISE

A surpreendente história do "Desconhecido

“No começo da caminhada nesses 40 anos de Boldrini, conheci o Desconhecido e paguei promissórias negociando com Deus". Essa é  uma das histórias surpreendentes que envolvem o nascimento do Boldrine, contada pela Dra. Sílvia Brandalise.  

A história da Dra.  Sílvia se mistura a do Boldrine. 

O Boldrini nasceu  de um sonho e de uma necessidade, construído desafiando o impossível. 

Uma das histórias contada pela doutora Sílvia exemplifica isso.
No início da criação do Boldrini, através de doações e dedicação de voluntários,com imensa demanda de pacientes que precisavam de atendimento,  a vontade de fazer a diferença era muita, mas as contas se tornavam maiores.

 Mas não maiores que a fé e o sonho de Silvia Brandalise.  Em meio as dividas de um lado e pacientes, crianças em busca de atendimento, ela falou com Deus. Como ela mesma conta: " sempre ouvi que o Senhor disse “vinde a mim as criancinhas”. Então disse para ele, vamos fazer uma troca? O Senhor me dá as criancinhas e leva essas promissórias". Após um ano a estrutura do Ambulatório e centro de oncologia praticamente montada,  tudo por doações.  Dra. Sílvia andava com uma lista do que precisavam, de cadeira a equipamentos médicos.

E havia necessidade de um microscópio para os diagnósticos,  muito caro. Porém não havia recurso. Mesmo assim ela quando da visita de um fornecedor fez a compra.  Não disse nada a ninguém,  apenas confiando que Deus providenciaria.  Meses se passaram e o vendedor cobrou o pagamento. Como não houvesse dinheiro,  ele quis levar o aparelho,  o que Dra.  Sílvia resistiu em permitir.  O que o vendedor aceitou, só que em troca ela assinaria promissórias comprometendo se a fazer o pagamento.    

Muito simpática e carismática,  Dra. Sílvia conta, batendo  com a mão mesa, simulando como bateu na porta de Deus e foi falar com ele. " Eu disse a Deus, ela conta - eu tive de assinar,  agora preciso de sua ajuda. Quero te propor um acordo.  Sempre ouvi que o Senhor disse “vinde a mim as criancinhas”. Então disse pra ele, vamos fazer uma troca? O Senhor me dá as criancinhas e leva essas promissórias".

Segundo Dra Sílvia uma semana depois um homem liga e pergunta o que ela estava precisando pro hospital. Cadeira, maca, cama e até microscópio - e surpreendentemente aquele senhor diz que daria o microscópio. Foi até o Boldrini e pagou a nota promissória, dizendo que não queria recibo e nem que a senhora saiba quem eu sou. Daqui um ano eu volto,  disse o homem.  Silvia conta que ficou muito grata e no seu coração guardou como "O desconhecido" .

Um ano depois precisando de outro mucriscopio menor específico para determinado Diagnostico, Dra Sílvia encomenda ao mesmo vendedor.  Que obviamente pergunta se pra aquele ela tinha dinheiro.  Não,   ela diz,  complementando convicta que ia comprar mesmo assim. E sete dias depois novamente liga o descinhecido perguntando oque ela precisava. Um microscópio ela responde,  mas esse mais baratinho. Eu vou aí,  disse o homem,  que foi e pagou aquele microscópio também. Oito anos depois o marido da Dra Silva que também é  médico,  liga e pergunta se ela adivinhava quem ele havia cinhecido. Era o desconhecido, que se chamava José Luiz. Estava com cancer no intestino. Agora não mais desconhecido. 

Dra Sílvia o visitou quando estava internado,  em um hospital ao lado do Boldrine.  Na ocasião agradecendo  Dra Silvia apontou para o Boldrine dizendo que ele, José Luiz tinha ajusado a construimagem-lo

São muitas histórias e muitas pessoas ajudadas pelo Bold

 A professora Sílvia Regina Brandalise é um nome que tem aberto portas no meio acadêmico-social. 

Sempre desafiada por novos e grandiosos projetos envolvendo a saúde de Campinas, sua vida está intrinsecamente ligada à vida das crianças, como pediatra que é.

 Foi ela quem idealizou na década de 1980 o Centro Infantil Dr. Domingos Boldrini em Campinas, o maior hospital especializado da América Latina na área da onco-hematologia pediátrica, que atende a cerca de sete mil pacientes por ano, a maioria (80%) pelo Sistema Único de Saúde (SUS). 

Na manhã do último dia 26, ela esteve na Unicamp falando ao público do VI Simtec (Simpósio de Profissionais da Unicamp), no Centro de Convenções da Universidade, sobre a sua trajetória profissional e sua experiência na Unicamp. 

 Mulher de personalidade forte, ela relatou que aprendeu a pintar parede, a varrer chão e a fazer da “mendicância” uma arte para conseguir recursos e caminhar mais em busca da cura do câncer. 

Foi assim que ela iniciou, na antiga Santa Casa (hoje Hospital Irmãos Penteado), o Ambulatório de Pediatria embaixo de uma das escadas da instituição. “Naquele momento, tentei adaptar o mundo da pediatria ao meu emocional”, contou. “Depois de três meses, me disseram que eu estava atrapalhando a dinâmica do atendimento, pois as mães, em peso, queriam ir para debaixo da escada”, brincou. 

 Na década de 1960, a Pediatria precisava de um laboratório de coagulação sanguínea, que inexistia em Campinas. 

Na enfermaria, não havia espaço. Foi então que a professora Sílvia fez tratativas para conseguir uma área de 12 metros quadrados no porão da casa das freiras, onde hoje funciona a Choperia Giovannetti, unidade Cambuí. “A feiura do local foi importante para que mudanças viessem”, disse. “Vivíamos uma situação de grande penúria. Passamos a trocar serviço por cobertores e outros itens de necessidade. Foi assim que começamos a tecer embrionariamente o Centro Boldrini.” Foi alugado o primeiro estabelecimento próximo à Santa Casa. 

Depois veio o segundo, também próximo. “Deixei a chefia da Enfermaria de Pediatria e fui atuar como servente, secretária, contabilista e aprendi o que custa quanto. 

Pagamos o aluguel com jantares, nos quais literalmente lavávamos pratos. Foi um aprendizado extraordinário”, descreveu. 

 Mais adiante, ela revela que recebeu uma doação inicial da empresa Robert Bosch de um terreno anexo ao Centro Médico com 1.500 m² de construção. Foi o primeiro passo para construir em 1986 o Centro Boldrini, da qual Sílvia Brandalise é presidente. 
Hoje o hospital possui 77 leitos de internação e atende a mais de 10 mil crianças por ano. Trata-se de uma instituição filantrópica especializada em oncologia e hematologia pediátrica. 


Fundado pelo Clube da Lady de Campinas em 1978, o Centro Infantil Boldrini tornou-se uma referência no tratamento do câncer infantil. Além de fazer diagnóstico e tratamento dos pacientes, assumiu uma importante interlocução em programas de educação e capacitação de médicos e outros profissionais de saúde.  O Centro Boldrini traz hoje uma concepção inovadora ligando arte, música e reabilitação. É pioneiro em técnicas de biologia molecular para precisão diagnóstica, na área de imagem e de equipamentos de alta complexidade. “É o hospital que mais faz radioterapia na região. Ofertar isso a Campinas é uma contrapartida”, salientou ela. Entre os vários projetos que o Boldrini abraçou estão a Casa da Criança e da Família (Instituto Ingo Hoffman) com capacidade para atender dez famílias, e a Casa Donald Campinas, com capacidade para atender 56 pacientes. “Corta o meu coração ver as crianças sentadas no chão esperando o ônibus”, contou. “Queremos agora um circular com cara de trem, cujo trajeto vai até o Hospital Mário Gatti, à Unicamp, à estação rodoviária e a outros pontos importantes da cidade.” 


 Silvia Brandalise enfatizou na sua abordagem que a Unicamp sempre esteve muito ligada à sua história de empreendedorismo e à sua profissão, mesmo porque nessa Universidade ela atuou (até aposentar) no front das pesquisas do Centro Integrado de Pesquisas Onco-Hematológicas da Infância (Cipoi), que desde 1992 já realizou a triagem do teste do pezinho de mais de 1 milhão de crianças. Mas não é só isso. 

O Centro Boldrini firmou uma parceria com a Coordenadoria de Projetos (Cproj) da Unicamp em pesquisa para a criação do Instituto de Engenharia Celular e Molecular Zeferino Vaz, um novo celeiro para o desenvolvimento de jovens pesquisadores, que está em construção e que deve ser concluído em fevereiro de 2017. 

Tem ainda o Projeto de Protonterapia, que se chamará Instituto César Lattes, que permitirá a radiação com partículas pesadas. Com isso, a Unicamp e o Centro Boldrini acabam representando o Brasil no cenário internacional em pesquisa sobre meio ambiente e câncer da criança, vinculada à Organização Mundial da Saúde (OMS).

 “Tenho negociado mais anos de vida com Deus. Se isso for possível, gostaria de mais uma vez me envolver num projeto - o Hospital da Criança, com cerca de 200 leitos. Já temos a planta. Falta o local”, adiantou Silvia Brandalise, que depois de sua palestra foi homenageada pela Unicamp no Simtec.


Por: Maximiliano Anarelli (permitida reprodução desde que citada a fonte)

 Fonte: Jornal da Unicamp, redes sociais e site do Bomdrine. 

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