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Eu e minha companheira de traquinagens. Aprontamos mais que dona hemofilia. Aniversário dela sexta-feira 13, sugestivo não? Ainda vimos um gato preto no caminho do salão de festas. Tia artrose tentou aprontar, mas uma fatorada com codeina e tudo foi bem. Entrando de férias agora, programando viagem pra curtir BH e aproveitar pra pegar fator. Ou seria o contrário. Certeza? De que a hemofilia não impede um viver de bem com a vida.

quadrilha de hemofílico

Entrei pra uma quadrilha, calma, não fui pra política. Festas juninas e julinas, é disso que estou falando, época que amo. Já dancei muita quadrilha, hoje vou só de observador e comedor. Falando nisso a festa junina da APH foi um show.

acidente de percurso

Depois de uma semana de muleta já estou bom e pronto pra outra.... (riso)



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» »Da Redação » Técnico do Hemominas cria engenhoca para evitar desperdício de 'produtos' do sangue

Publicado pelo Estado de Minas Luciane Evans - Publicação: 01/08/2011 07:52 Atualização:

Tecnologia evita perdas na separação de substâncias fundamentais para quem precisa de transfusão. Patente já foi pedida ao Inpi 


Leonel Ziviani com sua invenção: aparelho separa plaquetas e crio com mais qualidade e eficiência.

Como se não bastasse ter de praticamente laçar voluntários no país, onde apenas 2% da população é adepta do ato, a doação de sangue, que salva milhares de vidas, enfrenta outro desafio a ser vencido: o desperdício. Ao separar as plaquetas e o crio do sangue doado, a fração na hora da separação dos hemocomponentes muitas vezes é inferior ou superior à dose ideal para o paciente que precisa da transfusão. 

Quando isso ocorre, eles são descartados. 

Para mudar essa realidade, oferecendo aos bancos de sangue um aparelho de baixo custo e capaz de tornar o processo mais eficiente e fiel à qualidade dos componentes sanguíneos, evitando assim 99% das perdas, a Fundação Centro de Hematologia e Hemoterapia de Minas Gerais (Hemominas), em parceria com a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado (Fapemig), pediu, pela primeira vez em sua história, patente para um equipamento com essa capacidade. O aparelho foi criado pelo técnico de patologia clínica da Hemominas Leonel Fernandes Ziviani, que deu o nome a seu invento de padronizador de crio e plaquetas.

A patente ainda está em análise pelo Instituto Nacional de Propriedade Intelectual (Inpi), que em 19 de julho publicou informações detalhadas sobre a invenção na sua Revista de Propriedade Intelectual. 

O fato sinaliza um "sim" importante para o pedido do Hemominas, fundação responsável.

 A publicação, que leva a público o passo a passo de como o aparelho foi criado, veio depois de 18 meses que o número do pedido de patente foi divulgado na mesma revista. Segundo explica o coordenador do Núcleo de Inovações Tecnológicas da Fundação Hemominas, Cláudio Botelho, a concessão da carta patente demora cerca de 10 anos. "Nos Estados Unidos, a demora é de no máximo dois anos. 

Mas essa espera brasileira é levada em consideração para liberação dos direitos e dos royalties", diz, satisfeito com o andamento do processo.

Mais orgulhoso está Leonel Ziviani, o inventor. Funcionário do banco de sangue em Belo Horizonte desde 1983, ele conta que a ideia surgiu em 2006, depois de perceber o desperdício no setor de separação dos hemocomponentes. 

Para a coleta de sangue de um doador, há três bolsas, sendo uma chamada bolsa mãe e as outras duas, satélites. Elas são interligadas por um sistema de tubos plásticos. O volume doado varia entre 405ml e 495ml, que vão para a bolsa mãe. "Dela, são separados, num aparelho que se assemelha a uma centrífuga, as hemácias e os plasmas, que vão para uma das bolsas satélites. Depois, do plasma são retiradas as plaquetas, indo para a segunda bolsa satélite. E, depois, o crio", explica Ziviani, dizendo que, para as separações, é usado, atualmente, um aparelho que comprime os sacos de sangue, o chamado extrator manual. "Mas para o processo é necessário um técnico que fique ‘de olho’ no volume de cada componente, para evitar que falte ou sobre a quantidade ideal a ser transferida para o paciente que vai recebê-lo", acrescenta.

Mas, conforme alerta Leonel, a falha humana ocorre justamente nessas etapas. Para as plaquetas, o ideal é o volume de 60ml e, para o crio, 20ml. "Então, o técnico deve estar atento na hora de ‘espremer’ os sacos e separar as quantidades de cada componente. 

Em caso de volume errado, o componente sanguíneo é descartado, pois o paciente que precisa de transfusão, como um hemofílico, deve receber a quantidade certa, caso contrário, corre riscos de complicações de saúde", diz. E foi pensando justamente nessa fração de erro que pode ocorrer que o técnico do Hemominas decidiu inovar, criando o padronizador de crio e plaquetas.  Ao custo de R$ 3 mil, o pequeno aparelho, capaz de salvar vidas, tem uma espécie de dispositivo que é ativado quando se consegue atingir o volume exato na extração de hemocomponentes.

 "Fui a uma tornearia para conseguir isso. Essa trava foi regulada com um volume único para as plaquetas e, no caso do crivo, troca-se o lado dela. Não gasta energia elétrica e não necessita de uma pessoa para ficar de olho para alcançar a quantidade exata. O aparelho é operado sozinho e não há desperdícios", comenta, dizendo que o volume é fundamental para a qualidade dos componentes sanguíneos , equilibrando PH e anticoagulantes. "Um paciente que precisa da transfusão não pode receber nem menos nem mais, tem que ser exato. Na hora da correria isso não acontece", diz.

Entenda como é feita a separação dos componentes sanguíneos


Para comprovar que seu invento tem mesmo essa vantagem sobre os demais usados nos dias de hoje, foram avaliados 371 concentrados de plaquetas e 216 crios preparados no hemocentro do Hemominas, na capital, no período de fevereiro a setembro de 2008. 

O padronizador substituiu os extratores manuais de hemocomponentes usados.  O invento alcançou o volume exato dos componentes em 99% dos testes. Além disso, permitiu que o técnico, que sem a invenção ficaria de vigilância para o peso dos produtos, tivesse tempo para outras atividades.


Um dos países beneficiados pela criação é possivelmente a África do Sul , que tem convênio com a fundação. 



Leonel reconhece que há equipamentos capazes de trazer o mesmo resultado, no entanto, eles "chegam a custar cerca de R$ 300 mil". De acordo com ele, esta é a grande vantagem da invenção: "É barata e eficaz. 

Por isso, a minha invenção será mais bem aproveitada em cidades do interior e países com menos recursos para a área", aposta, lembrando que conta com a ajuda do engenheiro Paulo Roberto Gidiani para desenvolver o projeto.


PATENTE 


A descoberta não é a única do hemocentro. Estão em processo de pedido de patente nada menos do que 12 invenções. "É um passo que o Hemominas dá para o futuro", diz, sem relevar detalhes sobre os inventos, Cláudio Botelho, coordenador do Núcleo de Inovações Tecnológicas do Hemominas. 

Ele lembra que o Brasil ainda tem muito a conquistar na área. "Somos o 13º no mundo em produção científica, mas estamos na 47ª posição em inovação. 

As pesquisas brasileiras estão focadas na produção de artigos e custam a chegar ao cidadão comum. Já o ato de inovar sai das bancadas e vai para as prateleiras. 

Por isso, para a fundação, como um setor público mineiro, por onde passam 90% dos sangues coletados no estado, esta primeira patente sinaliza o rumo para o futuro que queremos tomar, focando esforços na criação e manutenção de benefícios aos mineiros", comenta.





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