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» »Da Redação » Hemofilia: desconhecimento pode levar a ansiedade e acompanhamento médico inadequado

  28 de Novembro de 2017 

A população desconhece a hemofilia, uma doença crónica rara, o que pode levar a ansiedade. 

Alguns profissionais médico também têm pouco conhecimento o que pode levar a tratamento inadequado. 

O Congresso Nacional de Hemofilia visou contribuir para desmistificar esta patologia. 

O 4.º Congresso Nacional de Hemofilia realizou-se de 8 a 10 de Dezembro, em Évora. 



O encontro, organizado pela APH – Associação Portuguesa de Hemofilia e de outras Coagulopatias Congénitas, abordou temas como as tecnologias como appsao serviço da hemofilia; a disparidade e desigualdade de tratamento a nível europeu; o tratamento personalizado; os centros de referência ou ainda a comunicação entre pessoas com hemofilia e clínicos. 

De acordo com a organização, “atualmente, existe ainda um grande desconhecimento da doença entre a população, que a perceciona de uma forma negativa, o que leva a um agravamento dos sintomas de ansiedade e depressão associados à doença o que, juntamente com a experiência de dor que provoca, prejudicam significativamente a qualidade das pessoas que vivem com hemofilia”. 

O presidente da APH, Miguel Crato, comenta ainda que há “desconhecimento da parte de alguma classe médica, que não está diretamente ligada à hematologia ou imunoterapia, em relação à hemofilia. Isto causa alguns transtornos ao doente com hemofilia porque, quando se dirige em situação de urgência ao estabelecimento de saúde, não tem o acompanhamento médico mais adequado”. 

Assim, “o Congresso buscou capacitar as pessoas com hemofilia e outras coagulopatias congénitas de ferramentas que lhes permitam viver cada vez melhor e conhecer a sua patologia”, afirma Miguel Crato, presidente da APH. 



“O encontro permite fomentar o conhecimento na área, bem como a partilha de experiências e participação ativa de todas as pessoas que têm interesse na área da hemofilia”, continua o presidente da associação. 

Quanto a um dos temas abordados, o uso de aplicações (apps) nesta patologia é uma realidade lá fora e seria útil também ter estes serviços disponibilizados em Portugal. 

“O uso das apps em hemofilia tem sido aplicado em vários países. Estes doentes têm de ter um controle sobre o seu tratamento e sobre as hemorragias que têm. Isto permite-lhes construir um padrão sobre o comportamento da sua doença e assim puderem transmitir esse padrão ao médico para que este faça os ajustes necessários na terapêutica. Basicamente, as apps servem para controlar e monitorizar as tomas de tratamento que tem de fazer de forma profilática”. 

O tratamento personalizado é um passo importante também a dar. 

Os doentes hemofílicos fazem um tratamento profilático que é igual para todos, sendo apenas adaptado em função do peso. Miguel Crato adianta que “o estudo farmacocinético devia ser norma para o tratamento de hemofilia porque permitiria ao médico com esse estudo personalizar o tratamento de cada doente. Ou seja, não ser um tratamento que serve para todos, mas individualizado e personalizado para cada doente para assim se obter a melhor eficácia de tratamento”. 

O presidente da APH desconhece se existem aplicações semelhantes em Portugal e sublinha que “todas as evoluções tecnológicas que permitam que os doentes consigam ter melhores performances no seu tratamento e melhor qualidade de vida são sempre bem-vindas e incentivadas pela associação”. 

Este ano, o Congresso voltou a receber sessões com oradores internacionais dedicadas às diversas realidades vividas em todo o mundo, contando com a participação da Federação Mundial de Hemofilia, do Consórcio Europeu de Hemofilia e da Federação Espanhola. 

A hemofilia é uma doença crónica, rara, genética e hereditária que não tem cura e que se caracteriza por uma deficiência orgânica congénita no processo da coagulação do sangue, o que leva a episódios hemorrágicos graves e problemas nas articulações. 

Esta patologia afeta um em cada 10.000 recém-nascidos. 

A título de curiosidade, de referir que a hemofilia terá sido uma doença transmitida pela Rainha Vitória de Inglaterra a várias cortes da Rússia à Espanha. Por isso, durante muito tempo esta patologia foi apelidada de “doença da realeza”. 

SO/SP



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