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terça-feira, 14 de março de 2017

MP entra com ação para reativar centro cirúrgico do HemorioRMP entra com ação para reativar centro cirúrgico do Hemorio


O MPRJ (Ministério Público do Rio de Janeiro) ajuizou uma ação civil pública para reativar o centro cirúrgico do Hemorio, que está fechado há um ano por falta de ar condicionado, e para regularizar a situação do CTI (Centro de Terapia Intensiva), que, segundo a promotoria, funciona de forma inadequada por não estar habilitado no SUS (Sistema Único de Saúde).

A promotoria informou que pediu à Justiça decisão para obrigar que o Governo do Estado e a Fundação Saúde adequem o sistema de climatização do Centro Cirúrgico e regularizem o funcionamento do CTI em um prazo de 60 dias. A ação da 1ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva de Saúde da Capital foi distribuída para a 9ª Vara de Fazenda Pública.

Entre os serviços de saúde prejudicados pelo fechamento do Centro Cirúrgico está a impossibilidade de o Hemorio realizar cirurgias de transplante de medula óssea, diz o MP. Apesar de recentemente reformado e com todos os equipamentos necessários para funcionar, o local está fechado por falta de climatização adequada, o que foi constatado em inspeção do Gate Saúde (Grupo de Apoio Técnico Especializado em Saúde) do MPRJ.

A Secretaria de Estado de Saúde informou que não dispõe de recursos orçamentários para finalizar o processo de climatização do Centro Cirúrgico e que o contrato com a empresa Wap Air Refrigeração, responsável pela execução desse serviço, estaria comprometido. O sistema central de ar condicionado depende da instalação de um segundo equipamento Chiller, a um custo aproximado de R$ 1 milhão.

“Não se pode compreender a inoperância do Centro Cirúrgico em virtude da falta de climatização, o que economicamente representa um custo pequeno quando ponderado aos valores dos equipamentos médicos já disponíveis, porém inutilizados. Não há razoabilidade ou eficiência na gestão. A prestação do serviço de saúde está parada e equipamentos tornando-se obsoletos, sem uso”, afirma a Promotora de Justiça Isabel Kallmann na ação.

Em relação ao CTI, o Gate constatou que a ausência de um médico especialista em Medicina Intensiva como responsável récnico pelo centro não atende às exigências estabelecidas pelo Ministério da Saúde no artigo 13 da Resolução nº 7 de 2010, o que impossibilita a habilitação do setor no SUS. Consequentemente, o Hemorio renomeou o setor para UCA (Unidade de Cuidados Avançados), o qual funciona sem financiamento do SUS e sem atender às normas específicas aplicáveis aos CTIs, tais como, por exemplo, quantitativo mínimo de médicos por leito.

O MPRJ pediu a aplicação de multa pessoal e diária ao Secretário de Estado de Saúde e ao Diretor da Fundação Saúde, no valor de R$ 30 mil, por eventual descumprimento de cada item fixado na sentença.

O inquérito foi aberto pela Promotoria de Justiça após o recebimento de diversas denúncias sobre deficiências no serviço. De acordo com o MP, a responsabilidade do Estado do Rio de Janeiro deve-se pelo fato de ser o gestor do SUS, cabendo-lhe a fiscalização e a execução direta de serviços. A Fundação Saúde é vinculada à Secretaria de Estado de Saúde e responsável pelo contrato de gestão nº 010/2014 com o Estado para operar a gestão e a execução de ações e serviços de saúde prestados pelo Hemorio.

Fonte: R7

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