É uma forma carinhosa de eles a chamarem no Brasil, que na verdade é sua forma em inglês, no dicionário quer dizer, ação ou efeito de tatuar. processo de registrar sobre a pele, através de materiais com algum tipo de tintura, figuras, desenhos etc... |
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Em linhas gerais, a tatuagem nada mais é que, se gravar uma imagem sobre a pele com objetivo de se adornar, de se enfeitar, de homenagear alguém ou algo ou ainda de impor um estilo. A motivação para os cultuadores dessa arte é ser uma obra de arte viva, e temporal tanto quanto a vida.
Tudo indica que a prática de marcar o corpo é tão antiga quanto a própria humanidade. Mas, como é impossível encontrar corpos de eras tão remotas com a pele preservada, temos de nos basear em amostras mais recentes. É o caso de múmias egípcias do sexo feminino, como a de Amunet, que teria vivido entre 2160 e 1994 a.C.
O significado e a forma como a tatoo é vista tem mudado ao longo dos tempos , onde houve um tempo que era até mesmo marginalizada, com empresas que nem contratavam pessoas tatuadas, havendo muito preconceito, o que veio mudando com o passar dos anos, e hoje é algo comum em nossa sociedade. Mas continua tabu para o mundo da hemofilia, gerando muitas dúvidas e medos em alguns sobre o fato de, pessoas com hemofilia podem se tatuar ? Quais os riscos?
Hoje as motivações são inúmeras, e não há uma forma definida que explique o desejo de se ter uma tatuagem.
Homenagear alguém ou algo é um dos motivos mais comuns que levam as pessoas a se tatuarem.
Algumas mães de crianças com hemofilia nesse sentido, tem feito da tatuagem uma forma de homenagear ou demonstrar seu amor pelos seus - uma demonstração literalmente à flor da pele.
A tatuagem também tem sido usada como forma de identificação, no caso de doenças, como a diabetes, em que alguns medicamentos não podem ser usados e Tem assim surgido também a ideia de se fazer uma identificação da hemofilia., usando a tatuagem. como um identificador de que se é hemofílico, para em caso de um acidente ou emergência alertar a equipe de resgate ou atendimento médico de que aquela pessoa tem uma coagulopátia.
Mas tem também E há aqueles guerreiros de sangue (hemofílicos que desejam fazer a tatuagem por prazer mesmo, “pra curtir”, pelo barato), sem ligação alguma com a hemofilia.

Como diz Gustavo Faria, que deseja fazer uma tatuagem, “Trago 12 doses de fator pra casa, não custa nada tomar antes de fazer, precisando ou não, é bom prevenir” ele diz. "Para quem tem hemofilia e deseja se tatuar a regra é, fazer fator sim", essa é a recomendação médica, Segundo orienta Sonia Saragosa, enfermeira do Hemorio.
A recomendação é que os hemofílicos devem tomar fator antes do procedimento.
Importante, evite fazer tatuagem nos locais onde são feitas as punções venosas, pois pode atrapalhar, é o que lembra a Enfermeira do Hemorio, Sonia Saragosa ." |
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Escolha um bom profissional que atue dentro das normas de higiene e segurança, lembrando que o estabelecimento deve estar registrado na ANVISA. O ambiente deve ser cuidadosamente limpo, os materiais utilizados estéreis e descartáveis. Agulhas deverão ser descartadas em recipientes próprios. A limpeza da pele deverá ser feita com álcool ou clorexidina. O profissional deverá usar luvas durante o procedimento.
Leandro Campinho, de Guaratinguetá, no Estado de São Paulo diz que não perguntou ao nenhum médico ou no hemocentro sobre tatuagens, “nem perguntei, tomei fator e fui fazer, ele conta.
Segundo ele não praticamente não sangrou,” o sangramento ao se fazer uma tatuagem, é como quando você da uma ralada dai sai aqueles sanguinho, ele conta, e completa que, depois que viu que quase não sangrava, não usou mais fator.
Mas recomenda que se faça fator, pois isso faz bem, por que fica inchado e dolorido e com o fator a recuperação é mais rápida segundo ele. Ele conta que ainda fez um teste junto com um amigo, fizeram fator e depois fizeram a tatuagem, e observaram que a dele melhorou mais rápido que a do amigo que não aplicou o fator.
Leandro tem 3 tatuagens, Um Tribal que vai do ombro até o meio do braço, um unicórnio nas costas e um Maori no pé que, nas próprias palavras dele, 'dóeu demmaisss no pé''.
Em relação a pessoas com hemofilia e tatuagem, "tem que aproveita a vida e ser feliz sem medo" ele diz.
É o caso do diabetes, doença a qual, alguns medicamentos se aplicados no paciente, podem até levar a óbito. Médicos recomendam que todo diabético leve consigo algum acessório que identifique que ele tem a doença, medida que facilita o atendimento médico no caso de uma emergência. Pode ser um colar, uma pulseira ou um cartão que traga a inscrição “sou diabético”, por exemplo. Mas alguns pacientes têm adotado uma forma mais diferente de se identificarem: a tatuagem.
Uma campanha promovida pela ADJ (associação Diabetes Brasil) está divulgando a experiência de pacientes que aderiram à essa estratégia.

"Uma de 15, que tenho", ele brinca. Sou portador de hemofilia A grave e tenho 15 tatuagens, nas primeiras 5 eu fiz fator mas das outras vezes nem cheguei a fazer, claro sempre fiz em locais com matérias esterilizados e estúdios de confiança, ele completa.
A tatuagem do peito diz exatamente, Hemofilia A.

Daiane diz “sempre gostei de tatoo (tatuagem) mas meus pais diziam que eu não iria conseguir emprego se eu tivesse tatuagem”.
Ai quando meu filho nasceu resolvi fazer o nome dele em cima de uma cicatriz. Nome pequeno, pois gosto de tatoos discretas. Depois faria outras, mas nunca dava tempo. Então vi esta imagem numa palestra, na associação da AHESC (Associação dos Hemofílicos de Santa Catarina) com o presidente da associação, o Paulo. Esta imagem me chamou atenção. Depois de um tempo achei que deveria fazer outra homenagem ao pequeno hemofílico. Vou fazer aquela imagem... pensei, mas cadê a imagem que eu não achava mais? Comecei a pedir ajuda para os amigos da Federação Brasileira de Hemofilia, até que um amigo montou a imagem e me mandou perguntando se era essa. Fiquei tão feliz.!!!! Fui no tatuador e fiz, ela conta.

Antes de fazer a tatuagem é preciso considerar alguns fatores.
O primeiro passo para se considerar fazer uma tatuagem é ser maior de idade.
O Brasil ainda não tem uma lei federal, ou seja, única, sobre tatuagem em crianças e adolescentes, mas muitos estados a proíbem.
O segundo fator a se considerar é: o quanto você deseja uma tatuagem? Antes de fazer uma, pergunte-se se você realmente quer investir em arte corporal permanente. Se você está inseguro ou preocupado de que possa se arrepender um dia, espere e leve mais tempo para pensar sobre isso.
Riscos
Os riscos de se fazer uma tatuagem são baixos, mas devem ser levados em conta. São eles: Reações alérgicas: corantes usados em tatuagem, especialmente vermelhos, verdes, amarelos e azuis, podem causar reações alérgicas na pele, como uma comichão no local da tatuagem. Isso pode ocorrer até mesmo anos depois de fazer a tatuagem; Infecções na pele: infecções que podem causar vermelhidão, inchaço, dor e pus são podem ocorrer após uma tatuagem.
No caso do Brasil, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) estabeleceu um “guia” de recomendação técnica quanto a estúdios de tatuagem e percingi. Além disso, fique de olho no tatuador: mesmo que aparentemente ele cumpra as recomendações, veja se ele as está aplicando em você, ou seja, verifique se o tatuador lavou as mãos antes de tocar em você, se está usando um novo par de luvas para cada procedimento, se está usando equipamento adequado, se removeu a agulha de um pacote fechado, se esterilizou equipamentos não descartáveis usando uma máquina de esterilização por calor (autoclave), se gavetas, mesas e pias estão desinfetadas, etc.
Depois de feita, é preciso cuidar da tatuagem – a dermatologista Márcia Purceli explica que o filme plástico colocado pelo tatuador funciona como um curativo fechado, e que precisa ser trocado.
O processo inflamatório na pele pode durar até uma semana, e se passar desse período, é importante ficar atento. Segundo os dermatologistas, vale lembrar ainda que há o risco de o desenho desbotar com o tempo por causa do envelhecimento da pele.
>Se a tatuagem desbotar ou a pessoa se arrepender e quiser removê-la, o dermatologista Luiz Torezan alerta que nem sempre a remoção consegue eliminar todo o pigmento. A técnica é feita com laser, que fragmenta o pigmento e faz com que ele caia no sistema linfático e seja eliminado pela urina ou ainda pela pele. De qualquer maneira, é melhor evitar ter que se submeter à remoção e ter muita certeza antes de se tatuar, como recomendaram os especialistas.
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